Silvão: "Isso virou uma esculhambação"

O deputado pernambucano Sílvio Costa (PTB), conhecido pela sua verve ácida, baixou o sarrafo contra as críticas feitas pelo partidos políticos que são contra o projeto de lei que restringe o acesso de novas siglas ao fundo partidário e ao tempo de televisão nas eleições 2014; segundo o parlamentar, o pano de fundo das discussões seria uma “disputa de interesses, mascarada de uma disputa de princípios”; para ele, a situação “virou uma esculhambação"

Silvão: "Isso virou uma esculhambação"
Silvão: "Isso virou uma esculhambação" (Foto: Beto Oliveira/SEFOT-SECOM)
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PE247 - O deputado pernambucano Sílvio Costa (PTB), conhecido pela sua verve ácida, baixou o sarrafo contra as críticas feitas aos partidos políticos que são contra o projeto de lei que restringe o acesso de novas siglas ao fundo partidário e ao tempo de televisão nas eleições 2014. Segundo o parlamentar, o pano de fundo das discussões seria uma “disputa de interesses, mascarada de uma disputa de princípios”. Para ele, a situação “virou uma esculhambação. As pessoas estão montando um partido político para montar uma indústria. Existem 83 partidos em formação no Brasil. O que uniu o PPS e o PMN não foi uma questão ideológica, foi uma questão ocasional”, disse “Silvão” em entrevista à Rádio Folha FM.

Na avaliação do petebista, o acesso dos partidos ao fundo partidário virou uma espécie de “negociata”, onde partidos sem representatividade parlamentar tem acesso aos recursos disponíveis. “Tem partido político, inclusive, que nem elege deputado federal, mas tem fundo partidário porque sempre tiveram voto. Cada voto para deputado federal vale R$ 4. Então, tem partido que não tem nem deputado federal, mas como ele teve voto, ele tem direito ao fundo partidário. Isso virou uma negociata”, afirmou.

Sílvio Costa, que é conhecido como um forte defensor do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), avalia que o projeto de lei que dificulta a criação de novas siglas não é uma retaliação à implantação do Rede Sustentabilidade, que está sendo criado pela ex-senadora Marina Silva, e nem ao Solidariedade, do deputado Paulinho da Força. “Não existe isso . O deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) tentou votar no projeto no ano passado. O problema é que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de forma equivocada, deu um direito a (Gilberto) Kassab (PSD-SP). O projeto de Edinho corrige isso. Mas não está proibido criar partido. Quem quiser pode criar seu partido. Agora, não vai levar fundo partidário, nem tempo de televisão”, justificou.

 

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