STJ volta a afastar conselheiro do TCE suspeito de propina da Alstom

O STJ decidiu tornar réu e voltar a afastar do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) o conselheiro Robson Marinho, acusado de corrupção passiva qualificada e lavagem de capitais na investigação conhecida como “caso Alstom”; segundo o Ministério Público, o conselheiro recebeu propina da Alstom para favorecê-la em um aditivo do projeto Gisel, da Eletropaulo, companhia paulista da área de energia elétrica

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S�O PAULO 28.05.2014 POL�TICA ROBSON MARINHO, CONSELHEIRO DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO - Credito: DIVULGA��O (Foto: Giuliana Miranda)

Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta quarta-feira (18) tornar réu e afastar do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) o conselheiro Robson Marinho. Ele é acusado de corrupção passiva qualificada e lavagem de capitais na investigação conhecida como “caso Alstom”.

De acordo com a decisão do STJ, ele permanecerá afastado até o fim da instrução do processo, “por incompatibilidade absoluta do exercício do cargo com a natureza dos crimes apontados”.

Robson Marinho foi secretário da Casa Civil do Estado de São Paulo no período de 1995 a 1997 e é conselheiro do TCE desde abril de 1997.

Marinho é acusado de ter recebido cerca de US$ 3 milhões em propinas da multinacional francesa Alstom entre os anos de 1998 e 2005. O valor foi depositado em uma conta na Suíça no nome de uma empresa offshore.

Segundo o Ministério Público, o conselheiro recebeu propina da Alstom para favorecê-la em um aditivo do projeto Gisel, da Eletropaulo, companhia paulista da área de energia elétrica.

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