Tarso: ‘deixar o povo escolher é o melhor caminho’

O ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro (PT) defendeu uma PEC para uma eleição direta, após as denúncias envolvendo Michel Temer, que já foi acusado pela PGR de ter cometido os crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução à Justiça; "O melhor caminho nem sempre é o possível, mas entendo que a forma mais republicana e democrática de se relegitimar o poder presidencial no país é aprovar, a partir da formação de uma nova maioria política, uma PEC para convocar eleições diretas", disse

PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 29.05.13: Governador Tarso Genro grava o programa Mateando com o Governador. Foto: Pedro Revillion/Palácio Piratini
PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 29.05.13: Governador Tarso Genro grava o programa Mateando com o Governador. Foto: Pedro Revillion/Palácio Piratini (Foto: Leonardo Lucena)

Rio Grande do Sul 247 - O ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro (PT) defendeu uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para uma eleição direta, após as denúncias envolvendo Michel Temer, que já foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ter cometido os crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução à Justiça.

"O melhor caminho nem sempre é o possível, mas entendo que a forma mais republicana e democrática de se relegitimar o poder presidencial no país é aprovar, a partir da formação de uma nova maioria política, uma PEC para convocar eleições diretas", disse o petista ao jornal Zero Hora. "A gravidade da crise recomenda a restauração plena da soberania popular. Deixar o povo escolher – acertar ou errar, segundo a perspectiva de cada um – é o melhor caminho para, a médio prazo, irmos restaurando a credibilidade da política".

Ao comentar as críticas do ex-presidente Lula e da presidente deposta pelo golpe, Dilma Rousseff, à Operação Lava Jato,  Tarso dissse que ambos os petista criticam, na verdade, "os vazamentos ilegais e a publicação das delações têm substituído o que se apura no devido processo legal, prejudicando o direito de defesa". "Hoje, no mundo inteiro, é sabido que a Lava-Jato, de uma ação normal do Estado contra a corrupção, se transformou num poderoso instrumento político, que ajudou a derrubar uma presidenta legítima e empossou um governo com mais defeitos e menos virtudes do que o anterior".

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