Tasso: “impacto da Lava Jato ameaça reforma”

Para Tasso Jereissati (PSDB-CE), aliado de Michel Temer e recém-eleito presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), uma das mais importantes do Congresso, a 'lista de Janot', com 83 pedidos de inquérito e que afeta boa parte da classe política, impacta o andamento da reforma da Previdência Social; Tasso admitiu que há também a dificuldade adicional de muitos parlamentares em defender a mudança por conta das eleições de 2018, quando vários buscarão a reeleição, inclusive para manter o foro privilegiado, já que são alvos de investigações

Em pronunciamento na tribuna do Senado, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).
Em pronunciamento na tribuna do Senado, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). (Foto: Giuliana Miranda)

Ceará 247 - Na avaliação do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), aliado de Michel Temer e recém-eleito presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), uma das mais importantes do Congresso, a 'lista de Janot', com 83 pedidos de inquérito e que afeta boa parte da classe política, impacta o andamento da reforma da Previdência Social; para ele, o governo não tem se saído bem ao divulgar o projeto; "O governo transmite mal para a população o que é a reforma, o que representa e o que pode significar para o futuro", critica

As informações são de reportagem do Valor.

"Tasso admitiu que há também a dificuldade adicional de muitos parlamentares em defender a mudança na Previdência por conta das eleições de 2018, quando vários buscarão a reeleição, inclusive para manter o foro privilegiado, já que são alvos de investigações. "Isso tem muita influência. Muita", admite.

Tasso, que é aliado do governo, alerta que a rejeição ou descaracterização dos principais pontos da proposta de reforma da Previdência encaminhada pelo governo terá consequências graves na recuperação da economia brasileira, inclusive com a interrupção da recente trajetória de queda da taxa Selic.

O senador esteve com o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn na terça-feira, mesmo dia em que assumiu a CAE. Ele se declara favorável à ampliação das atribuições do BC para, além da estabilidade da moeda, cuidar da questão do emprego no país.

Sobre o destino dos aliados PSDB e PMDB nas eleições de 2018, Tasso Jereissati considera boas as chances de os partidos marcharem juntos. Mas, observa, a aliança é mais provável em um cenário em que o candidato tucano seja o senador Aécio Neves do que com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin."

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