Tijolaço: o problema maior de Aécio é sua relação com doleiro de Lichtenstein

"Norbert Muller e a esposa Christine Puchmann são doleiros que já foram investigados na Justiça Federal do Rio de Janeiro, na Operação Norbert. O casal, segundo as investigações no Rio de Janeiro, seria responsável por criar e manter contas bancárias em Liechtenstein, paraíso fiscal na Europa. O senador cassado Delcídio do Amaral, quando fez acordo de colaboração premiada, relatou ter ouvido de José Janene — ex-líder do PP, morto em 2010 — que Aécio Neves era beneficiário 'de uma fundação sediada em um paraíso fiscal, da qual ele seria dono ou controlador de fato'", lembra Fernando Brito, editor do Tijolaço

"Norbert Muller e a esposa Christine Puchmann são doleiros que já foram investigados na Justiça Federal do Rio de Janeiro, na Operação Norbert. O casal, segundo as investigações no Rio de Janeiro, seria responsável por criar e manter contas bancárias em Liechtenstein, paraíso fiscal na Europa. O senador cassado Delcídio do Amaral, quando fez acordo de colaboração premiada, relatou ter ouvido de José Janene — ex-líder do PP, morto em 2010 — que Aécio Neves era beneficiário 'de uma fundação sediada em um paraíso fiscal, da qual ele seria dono ou controlador de fato'", lembra Fernando Brito, editor do Tijolaço
"Norbert Muller e a esposa Christine Puchmann são doleiros que já foram investigados na Justiça Federal do Rio de Janeiro, na Operação Norbert. O casal, segundo as investigações no Rio de Janeiro, seria responsável por criar e manter contas bancárias em Liechtenstein, paraíso fiscal na Europa. O senador cassado Delcídio do Amaral, quando fez acordo de colaboração premiada, relatou ter ouvido de José Janene — ex-líder do PP, morto em 2010 — que Aécio Neves era beneficiário 'de uma fundação sediada em um paraíso fiscal, da qual ele seria dono ou controlador de fato'", lembra Fernando Brito, editor do Tijolaço (Foto: Leonardo Attuch)

Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

A divulgação do rol de objetos e documentos apreendidos no apartamento de Aécio Neves, na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, no Rio,  consta o encontro de “diversos documentos acondicionados em saco plástico transparente, dentre eles um papel azul com senhas, diversos comprovantes de depósitos e anotações manuscritas, dentre elas a inscrição ‘cx 2’ ”

Pode ser muito, pode ser nada além do que já é sabido.

Mas há outros papéis que vão abalar ainda mais os já combalidos nervos do senador mineiro defenestrado do comando do PSDB, como está no pé da matéria do Estadão:

O relatório do material apreendido no gabinete do senador inclui ainda “folhas impressas no idioma aparentemente alemão, relativa a Nobert Muller”. Norbert Muller e a esposa Christine Puchmann são doleiros que já foram investigados na Justiça Federal do Rio de Janeiro, na Operação Norbert. O casal, segundo as investigações no Rio de Janeiro, seria responsável por criar e manter contas bancárias em Liechtenstein, paraíso fiscal na Europa. Na investigação havia uma referência a Inês Maria Neves Faria, mãe do senador Aécio Neves. Os doleiros foram denunciados mas o inquérito foi arquivado.
O senador cassado Delcídio do Amaral, quando fez acordo de colaboração premiada, relatou ter ouvido de José Janene — ex-líder do PP, morto em 2010 — que Aécio Neves era beneficiário “de uma fundação sediada em um paraíso fiscal, da qual ele seria dono ou controlador de fato; que essa fundação seria sediada em Liechtenstein; que o declarante não sabe precisar, mas ao que parece, a fundação estaria em nome da mãe ou do próprio Aécio Neves”.

A história desta conta foi descrita, há mais de um ano, pela insuspeita revista Época.

De resto, há material para todos os gostos: planilha de indicações de cargos federais, anotações sobre a Odebrecht, menções a Marcelo Navarro Dantas, ministro do STF e até um bloqueador de sinal de telefone celular, destes que se usam em penitenciárias.

É o primeiro caso de ironia eletrônica de que se tem notícia, que acerta em cheio aquele que mais insuflou a mistura de política com polícia.

PS. Não se sabe se os jornais ou a PF “aliviaram” a presença de objetos estranhos à investigação. Claro que com Lula não “aliviaram” nem a camiseta do Corinthians.

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