Tradição africana e samba na noite do Recife

Noite dos Tambores Silenciosos, cuja origem remonta as tradies africanas, e desfiles das escolas de samba deram a tnica do Carnaval neste incio de semana. Agremiao campe ser conhecida nesta quinta-feira (24)

Tradição africana e samba na noite do Recife
Tradição africana e samba na noite do Recife (Foto: FERNANDO SILVA/Pref. Recife)

Raphael Coutinho _PE247 – Um dos pontos altos do Carnaval 2012 no Recife, a Noite dos Tambores Silenciosos, reuniu uma multidão no Polo Afro, montado no Pátio do Terço, Centro do Recife, nesta segunda-feira (20), em reverência aos ancestrais que lutaram pela liberdade, justiça social e racial. E se de um lado a tradição africana marcou presença, do outro o samba abriu alas e pediu passagem ao frevo, marcando o desfile das escolas de samba da capital.

O Pátio do Terço foi o local de encontro de dezenas de maracatus de baque virado, com origens africanas. A cerimônia tem início com o apagar das luzes da área onde acontece a celebração. Ao todo, a Noite dos Tambores Silenciosos reuniu 25 nações de maracatus de Pernambuco, entre as mais tradicionais, como a Estrela Brilhante, Nação Elefante, Sol Nascente e Nação Porto Rico. O ritual foi ministrado pelo babalorixá Ramildo Oxóssi, sacerdote mais velho de Pernambuco, que soltou pombas brancas, simbolizando a paz.

A simbologia do espetáculo chamou a atenção de quem acompanhou o ritual. Foi o caso da paulista Joice Templer. Em apenas uma frase ela resumiu o que significa o Carnaval Multicultural do Recife. “Recife é um celeiro cultural diversificado”, cravou.

A Noite dos Tambores Silenciosos deste ano prestou uma homenagem à Mãe Elda, rainha da Nação Maracatu Porto Rico, e conhecida por ser a única rainha coroada dentro da Igreja Católica. Também foi homenageado o professor Ubiraci Ferreira, coreógrafo do Bacnaré e presidente do Maracatu Sol Nascente.

Samba - A multiculturalidade da festa do município também abre espaço para o desfile das agremiações deste estilo pelo Centro da cidade,embora sem contar com o glamour encontrado em outras apresentações do estilo, como no Rio de janeiro, por exemplo. Mas na noite desta segunda-feira, cinco escolas desfilaram pela avenida Nossa Senhora do Carmo, onde foi montado o Polo das Agremiações.

Apesar de todas as dificuldades sentidas ao longo de um ano inteiro, as escolas Unidos da Vila Escailabe, Limonil, Deixa Falar, Galeria do Ritmo e Gigantes do Samba provaram que com força de vontade dá, sim, para se fazer Samba na Cidade do Frevo. Com o enredo “A história de São João no Centenário de Luiz Gonzaga – o Rei do Baião”, a atual tetracampeã Gigantes do Samba, do bairro de Água Fria, levou para a “Sapucaí recifense” mais de 2,5 mil integrantes e cinco carros alegóricos. Pela empolgação da platéia presente à arquibancada montada pela Prefeitura, o quinto título é inevitável.

A principal concorrente da verde e branco é a Galeria do Ritmo, da comunidade do Morro da Conceição, em Casa Amarela. Desfilando o enredo “Pernambuco – o Leão do Norte Canta e Dança a Sua Cultura”, a azul e branco mostrou ao público seus três carros alegóricos com muito entusiasmo, além de contar com mais de 1,6 mil pessoas desfilando. O destaque da apresentação ficou para uma ala específica em homenagem ao Galo da Madrugada. As demais escolas fizeram desfiles mais modestos.

A grande campeã do Carnaval 2012 será conhecida na próxima quinta-feira (24), a partir das 10h, quando acontece a apuração. Já no sábado seguinte (26), às 17h, o mesmo polo recebe o desfile geral das campeãs, nova chance para o público conhecer um pouco mais das escolas de samba recifenses.

 

 

 

 

Raphael Coutinho _PE247 – Um dos pontos altos do Carnaval 2012 no Recife, a Noite dos Tambores Silenciosos, reuniu uma multidão no Polo Afro, montado no Pátio do Terço, Centro do Recife, nesta segunda-feira (20), em reverência aos ancestrais que lutaram pela liberdade, justiça social e racial. E se de um lado  a tradição africana marcou presença, do outro o samba abriu alas e pediu passagem ao frevo, marcando o desfile das escolas de samba da capital.
O Pátio do Terço foi o local de encontro de dezenas de maracatus de baque virado, com origens africanas. A cerimônia tem início com o apagar das luzes da área onde acontece a celebração. Ao todo, a Noite dos Tambores Silenciosos reuniu 25 nações de maracatus de Pernambuco, entre as mais tradicionais, como a Estrela Brilhante, Nação Elefante, Sol Nascente e Nação Porto Rico. O ritual foi ministrado pelo babalorixá Ramildo Oxóssi, sacerdote mais velho de Pernambuco, que soltou pombas brancas, simbolizando a paz.
A simbologia do espetáculo chamou a atenção de quem acompanhou o ritual. Foi o caso da paulista Joice Templer. Em apenas uma frase ela resumiu o que significa o Carnaval Multicultural do Recife. “Recife é um celeiro cultural diversificado”, cravou.
A Noite dos Tambores Silenciosos deste ano prestou uma homenagem à Mãe Elda, rainha da Nação Maracatu Porto Rico, e conhecida por ser a única rainha coroada dentro da Igreja Católica. Também foi homenageado o professor Ubiraci Ferreira, coreógrafo do Bacnaré e presidente do Maracatu Sol Nascente.
 Samba - A multiculturalidade da festa do município também abre espaço para o desfile das agremiações deste estilo pelo Centro da cidade,embora sem contar com o glamour encontrado em outras apresentações do estilo, como no Rio de janeiro, por exemplo. Mas na noite desta segunda-feira, cinco escolas desfilaram pela avenida Nossa Senhora do Carmo, onde foi montado o Polo das Agremiações.

Apesar de todas as dificuldades sentidas ao longo de um ano inteiro, as escolas Unidos da Vila Escailabe, Limonil, Deixa Falar, Galeria do Ritmo e Gigantes do Samba provaram que com força de vontade dá, sim, para se fazer Samba na Cidade do Frevo. Com o enredo “A história de São João no Centenário de Luiz Gonzaga – o Rei do Baião”, a atual tetracampeã Gigantes do Samba, do bairro de Água Fria, levou para a “Sapucaí recifense” mais de 2,5 mil integrantes e cinco carros alegóricos. Pela empolgação da platéia presente à arquibancada montada pela Prefeitura, o quinto título é inevitável.

A principal concorrente da verde e branco é a Galeria do Ritmo, da comunidade do Morro da Conceição, em Casa Amarela. Desfilando o enredo “Pernambuco – o Leão do Norte Canta e Dança a Sua Cultura”, a azul e branco mostrou ao público seus três carros alegóricos com muito entusiasmo, além de contar com mais de 1,6 mil pessoas desfilando. O destaque da apresentação ficou para uma ala específica em homenagem ao Galo da Madrugada. As demais escolas fizeram desfiles mais modestos.

A grande campeã do Carnaval 2012 será conhecida na próxima quinta-feira (24), a partir das 10h, quando acontece a apuração. Já no sábado seguinte (26), às 17h, o mesmo polo recebe o desfile geral das campeãs, nova chance para o público conhecer um pouco mais das escolas de samba recifenses.



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