Uber desativou frenagem de emergência em carro autônomo envolvido em acidente no Arizona, diz agência dos EUA

Conforme o relatório, a 1,3 segundo antes do impacto, o sistema de direção automática determinou que a frenagem de emergência era necessária. Mas o Uber disse que as manobras de frenagem de emergência não foram ativadas enquanto o veículo estava sob controle do computador, a fim de reduzir o potencial de erro de comportamento do veículo.

Uber desativou frenagem de emergência em carro autônomo envolvido em acidente no Arizona, diz agência dos EUA
Uber desativou frenagem de emergência em carro autônomo envolvido em acidente no Arizona, diz agência dos EUA

(Reuters) - O Uber desativou um sistema de freios de emergência no veículo de direção autônoma que matou uma mulher no Arizona em março, após não ter identificado a pedestre, informou a Comissão Nacional de Segurança no Transporte dos EUA (NTSB, na sigla em inglês) em um relatório preliminar divulgado nesta quinta-feira.

O documento informa que os sistemas de radar modificados de do Volvo 2017 detectaram a pedestre seis segundos antes do impacto, mas “o software do sistema de direção autônoma classificou a pedestre como um objeto desconhecido, como um veículo, em seguida, como uma bicicleta.”

Conforme o relatório, a 1,3 segundo antes do impacto, o sistema de direção automática determinou que a frenagem de emergência era necessária.

Mas o Uber disse que as manobras de frenagem de emergência não foram ativadas enquanto o veículo estava sob controle do computador, a fim de reduzir o potencial de erro de comportamento do veículo.

O Volvo XC90 é normalmente equipado com sistemas automáticos de trava de emergência desenvolvidos para evitar colisões frontais.

O Uber, que voluntariamente suspendeu os testes após o acidente na cidade de Tempe —a primeira morte envolvendo um veículo totalmente autônomo— disse na quarta-feira que encerraria seu programa de testes de direção autônoma no Arizona e se concentraria em testes limitados em Pittsburgh e duas cidades na Califórnia.

Em março, o governador do Arizona suspendeu a permissão do Uber para os testes, citando preocupações com a segurança.

A empresa não comentou diretamente as descobertas do NTSB, mas recentemente nomeou um ex-presidente da Comissão, Christopher Hart, como conselheiro sobre a cultura de segurança do Uber.

“Conforme a investigação continua, nós iniciamos nossa própria revisão de segurança do nosso programa de veículos autônomos”, disse a empresa nesta quinta-feira, acrescentando que planeja anunciar mudanças nas próximas semanas.

Todos os aspectos do sistema de autodireção estavam operando normalmente no momento do acidente, e não havia falhas ou mensagens de diagnóstico, disse a NTSB.

Por David Shepardson

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