Unimed Belém monta “drive thru” de cloroquina

A rede Unimed iniciou na última segunda-feira (11) as operações de um "drive thru" que entrega um kit composto por cloroquina 450mg. A cloroquina ganhou destaque no noticiário nacional, após ser defendida por Jair Bolsonaro, mesmo sem comprovação científica. Empresa que produz o medicamento é de um entusiasta bolsonarista

(Foto: Marcello Casal Jr / ABR)
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247 - A rede Unimed iniciou na última segunda-feira (11) as operações de um "drive thru" que entrega um kit composto por cloroquina 450mg, Azitromicina 500mg e Ivermectina 6mg, para o tratamento caseiro de pacientes diagnosticados com o coronavírus na cidade de Belém, capital do Pará. Para ter acesso aos itens, os beneficiários precisam apresentar carteira do plano, receita médica e identidade.

De acordo com a Unimed, a entrega da cloroquina é responsabilidade do médico que a receitou no tratamento e o paciente deve assinar um Termo de Consentimento. O colunista Mauro Bonna, do portal DOL, relatou uma fila imensa durante a entrega dos medicamentos na capital paraense. 

A cloroquina ganhou destaque no noticiário nacional, após ser defendida por Jair Bolsonaro, mesmo sem comprovação científica. A Apsen é a empresa farmacêutica responsável pela produção do remédio composto por hidroxicloroquina tem como dono um eleitor bolsonarista, o empresário Renato Spallicci.

Reprodução (Rede Social)
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Reprodução (Rede Social)
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Um medicamento antimalárico que o presidente Donald Trump anuncia como tratamento para o novo coronavírus não demonstrou funcionar contra a COVID-19, de acordo com uma extensa análise de seu uso em hospitais de veteranos nos EUA. Foi o que apontou uma reportagem da Sputnik em abril.. 

"Os pesquisadores analisaram registros médicos de 368 veteranos do sexo masculino hospitalizados com coronavírus confirmados nos centros médicos da Veterans Health Administration que morreram ou receberam alta até 11 de abril", disse a agência.

De acordo com a matéria, "aproximadamente 28% dos que receberam hidroxicloroquina além dos cuidados habituais morreram, contra 11% daqueles que receberam apenas cuidados de rotina". 

"Aproximadamente 22% dos que receberam o medicamento além da azitromicina também morreram, mas a diferença com esse grupo e atendimento padrão não foi considerada ampla o suficiente para descartar outros fatores que podem ter afetado a sobrevida".

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