Vale pode cortar metade das operações em Minas

A Vale, uma das maiores geradoras de impostos em Minas Gerais, anuncia que se o governo mineiro não liberar licenciamentos ambientais pendentes e essenciais para manter as operações, a empresa terá que cortar pela metade a produção de minério de ferro no estado nos próximos três anos; a demora na liberação das licenças é consequência do aumento do rigor desde a tragédia da barragem da Samarco, que destruiu quase 1,5 mil hectares de vegetação, de acordo com o Ibama; ao todo, 88 projetos aguardam liberação de licenças, mas 25 seriam de extrema urgência

A Vale, uma das maiores geradoras de impostos em Minas Gerais, anuncia que se o governo mineiro não liberar licenciamentos ambientais pendentes e essenciais para manter as operações, a empresa terá que cortar pela metade a produção de minério de ferro no estado nos próximos três anos; a demora na liberação das licenças é consequência do aumento do rigor desde a tragédia da barragem da Samarco, que destruiu quase 1,5 mil hectares de vegetação, de acordo com o Ibama; ao todo, 88 projetos aguardam liberação de licenças, mas 25 seriam de extrema urgência
A Vale, uma das maiores geradoras de impostos em Minas Gerais, anuncia que se o governo mineiro não liberar licenciamentos ambientais pendentes e essenciais para manter as operações, a empresa terá que cortar pela metade a produção de minério de ferro no estado nos próximos três anos; a demora na liberação das licenças é consequência do aumento do rigor desde a tragédia da barragem da Samarco, que destruiu quase 1,5 mil hectares de vegetação, de acordo com o Ibama; ao todo, 88 projetos aguardam liberação de licenças, mas 25 seriam de extrema urgência (Foto: Leonardo Lucena)

Minas 247 - A Vale, uma das maiores geradoras de impostos em Minas Gerais, anuncia que se o governo mineiro não liberar licenciamentos ambientais pendentes e essenciais para manter as operações, a empresa terá que cortar pela metade a produção de minério de ferro no estado nos próximos três anos.

A demora na liberação das licenças é consequência do aumento do rigor desde a tragédia da barragem da Samarco, em 5 de novembro do ano passado, que deixou 19 mortos e centenas de desabrigados. Segundo o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Não Renováveis (Ibama), o rompimento da barragem despejou 35 milhões de metros cúbicos de lama no meio ambiente e destruiu quase 1,5 mil hectares de vegetação ao longo de 77 quilômetros de cursos d’água. A lama chegou ao litoral do Espírito Santo. O rompimento foi considerado o maior desastre ambiental da história do País. 

Ao todo, 88 projetos aguardam liberação de licenças, mas 25 seriam de extrema urgência. De acordo com o gerente-executivo de planejamento estratégico da Vale, Lucio Cavalli, o caso mais crítico é o da mina de Brucutu, que pode ser paralisada no próximo mês. Brucutu é a maior mina da Vale em Minas, com produção aproximada de 30 milhões de toneladas/ano.

Segundo Cavalli, a barragem de rejeitos da mina de Brucutu está operando em seu nível máximo e precisa de uma nova, que já está pronta há mais de seis meses, esperando só a Licença de Operação. “Se não conseguirmos, teremos impacto na empregabilidade”, disse ao jornal o Tempo.

Prefeitos da região estão preocupados. “Se a mina fechar por falta de barragem, vai ser um impacto violento para toda a região. Só de empregos diretos são mais de 3.000”, disse o prefeito de Barão de Cocais, Armando Verdolin (leia mais aqui).

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