Verba liberada pelo MEC vai deixar a Ufal endividada

Mesmo com a flexibilização do contingenciamento de verbas para as universidades e a garantia de mais 5% no orçamento está deixando a gestão da Ufal preocupada com o endividamento da instituição em 2018; é que a liberação de apenas 5% representa algo em torno de R$ 4,5 milhões, o que vai fazer com que apenas parte do débito com os fornecedores seja cumprido até o final do ano 

Mesmo com a flexibilização do contingenciamento de verbas para as universidades e a garantia de mais 5% no orçamento está deixando a gestão da Ufal preocupada com o endividamento da instituição em 2018; é que a liberação de apenas 5% representa algo em torno de R$ 4,5 milhões, o que vai fazer com que apenas parte do débito com os fornecedores seja cumprido até o final do ano 
Mesmo com a flexibilização do contingenciamento de verbas para as universidades e a garantia de mais 5% no orçamento está deixando a gestão da Ufal preocupada com o endividamento da instituição em 2018; é que a liberação de apenas 5% representa algo em torno de R$ 4,5 milhões, o que vai fazer com que apenas parte do débito com os fornecedores seja cumprido até o final do ano  (Foto: Voney Malta)

Por Vinicius Firmino/eassim.net - Mesmo com a flexibilização do contingenciamento de verbas para as universidades e a garantia de mais 5% no orçamento previsto para à diretoria da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes), a gestão atual da Ufal mostra-se preocupada endividamento da instituição em 2018.

Para a Ufal, a liberação de 5% dos recursos representa algo em torno de R$ 4,5 milhões. Apesar disso, a situação ainda preocupa. “Com isso, podemos honrar parte do pagamento com os fornecedores até o final do ano e entrar em 2018 com um endividamento menor. Mas, para saldar todos os pagamentos e entrar sem dívidas no próximo ano, precisamos que seja liberado 100% do limite de custeio”, ressaltou a reitora.

Ao todo foi atingido 80% dos recursos previstos no orçamento para gastos com a manutenção em 2017. Diante da atual conjuntura econômica para a educação, a notícia foi recebida com alívio pela reitora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Valéria Correia.

PLOA 2018

Além da preocupação em fechar 2017 sem endividamento e mantendo o pleno funcionamento das universidades, os reitores estão apreensivos com o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2018 (PLOA),  apresentado no final de agosto pelo Ministério do Planejamento.

Em nota à sociedade divulgada em 28 de agosto, a Andifes chama a atenção que “o orçamento para 2018 mantém os valores da matriz de 2017, reduz o Reuni em aproximadamente 11% e não recompõe a inflação do período, além de desconsiderar a expansão do sistema”, alerta a nota em relação ao custeio para o próximo ano.

Bancada Federal acionada

Os recursos, que em 2017 foram de R$ 16 milhões vão cair para pouco mais de R$ 1 milhão, em 2018. Mas para evitar o prejuízo, a bancada federal está sendo acionada pela gestão da Ufal.

“Estamos negociando com o Governo Federal, por meio da Andifes, e, em nível local, estamos buscando o apoio da bancada alagoana e representantes alagoanos no Governo. Mas, para nós, o principal caminho é manter a comunidade universitária informada e mobilizada para defender a gratuidade e a qualidade do ensino superior público”, finalizou Valeria.

Com assessoria da Ufal.

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