Vieira: recuperação de aulas perdidas é condição para abonar dias cortados

Mesmo após uma reunião de quase quatro horas com o núcleo do governo José Ivo Sartori (PMDB) no Palácio Piratini, o secretário de Educação do Estado, Vieira da Cunha (PDT), disse que a decisão sobre o abono das faltas dos professores que participaram de greves nos últimos meses de agosto e setembro segue indefinida; no entanto, de acordo com o secretário, caso haja uma definição sobre um calendário de recuperação das aulas perdidas, estariam criadas condições políticas para a reposição salarial    

Mesmo após uma reunião de quase quatro horas com o núcleo do governo José Ivo Sartori (PMDB) no Palácio Piratini, o secretário de Educação do Estado, Vieira da Cunha (PDT), disse que a decisão sobre o abono das faltas dos professores que participaram de greves nos últimos meses de agosto e setembro segue indefinida; no entanto, de acordo com o secretário, caso haja uma definição sobre um calendário de recuperação das aulas perdidas, estariam criadas condições políticas para a reposição salarial
 
 
Mesmo após uma reunião de quase quatro horas com o núcleo do governo José Ivo Sartori (PMDB) no Palácio Piratini, o secretário de Educação do Estado, Vieira da Cunha (PDT), disse que a decisão sobre o abono das faltas dos professores que participaram de greves nos últimos meses de agosto e setembro segue indefinida; no entanto, de acordo com o secretário, caso haja uma definição sobre um calendário de recuperação das aulas perdidas, estariam criadas condições políticas para a reposição salarial     (Foto: Leonardo Lucena)
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Luís Eduardo Gomes, Sul 21 - Mesmo após uma reunião de quase quatro horas com o núcleo do governo José Ivo Sartori (PMDB) no Palácio Piratini, nesta segunda-feira (28), o secretário de Educação do Estado, Vieira da Cunha (PDT), disse que a decisão sobre o abono das faltas dos professores que participaram de greves nos últimos meses de agosto e setembro segue indefinida. No entanto, o secretário afirmou que, caso haja uma definição sobre um calendário de recuperação das aulas perdidas, estariam criadas condições políticas para a reposição salarial.

Na última quarta-feira, a direção do Centro dos Professores do Estado (Cpers) entregou ao secretário Vieira um ofício solicitando que não seja descontado o salário dos servidores referentes aos dias de greve, paralisação e funcionamento de escolas em períodos reduzidos nos meses de agosto e setembro. O desconto desses dias já está programado para a folha do funcionalismo estadual, a ser paga nesta quarta-feira (30).

"Durante todo o processo de paralisação as lideranças do Cpers sempre reafirmaram a posição de que faziam de recuperar os dias parados. Se essa recuperação ocorrer, aí se criam as condições políticas para nós falarmos sobre a reposição desses descontos", disse Vieira após o encontro, do qual também participaram o governador José Ivo Sartori, o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, o secretário-geral de governo, Carlos Burigo, o chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, e o secretário de Comunicação, Cleber Benvegnú.

Questionado sobre qual posição defendeu no encontro, Vieira preferiu não dar sua opinião pessoal sobre o corte no ponto, limitou-se apenas a dizer que a expôs ao governador. Contudo, ele também afirmou que o governo ainda não fechou uma posição sobre o tema e que um possível acordo dependeria do resultado do encontro que terá com a direção do Cpers na tarde desta segunda-feira, na Secretária de Educação (Seduc). A expectativa é que seja definido nesta tarde um calendário de recuperação das aulas.

"Quando a gente senta para negociar espera que se chegue a um acordo. Eu, sinceramente, estou otimista em relação ao desfecho em função da posição defendida pelo Cpers de que não haveria prejuízo para os alunos. O que nos move nesse processo é que não haja prejuízo para os alunos, ou seja, que os dias parados sejam efetivamente recuperados", afirmou Vieira.

O secretário ainda disse que passou ao secretário Feltes a informação sobre o número de professores que participaram do movimento grevista nos meses de agosto e setembro e quantos dias pararam, mas complementou que nem todas as escolas aderiram às paralisações e mesmo as que aderiram não pararam em todos os dias de mobilização . "A implementação do desconto compete à Secretária da Fazenda. O que estamos fazendo agora é discutir o encaminhamento que daremos para esse assunto a partir de uma reunião que eu terei hoje com a direção do Cpers", disse.

Segundo a secretaria da Fazenda, a folha de setembro foi rodada com descontos salariais para 18.148 servidores, sendo mais de 95% deles ligados à Educação. Não há como precisar quantos dias cada servidor terá descontado. A expectativa é que uma decisão definitiva sobre o corte ou a reposição dos dias parados seja tomada até esta terça-feira.

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