Após morte de Bruno e Dom, servidores da Funai param na quinta por saída do presidente da fundação

Categoria exige ainda investigação e punição aos assassinos do indigenista Bruno Periera e do jornalista Dom Phillips

www.brasil247.com - Bruno Pereira e Dom Philips
Bruno Pereira e Dom Philips (Foto: Divulgação/Funai/Arquivo | Reprodução Twitter/@domphillips | Ricardo Lima/Reuters)


CUT - Os servidores e servidoras da Fundação Nacional do Índio (Funai) decidiram entrar em greve nesta quinta-feira (23), a partir das 10h, em todas as unidades dos estados e no Distrito Federal.

A greve exige a responsabilização de todos os culpados pelos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips e a saída imediata do presidente do órgão, Marcelo Augusto Xavier da Silva, que é delegado da Polícia Federal.

"Por uma Funai indigenista e para os povos indígenas! Pela proteção das/os indigenistas, dos Povos Indígenas e de suas lideranças, organizações e territórios! Convidamos as/os parceiras/os indígenas, indigenistas e da sociedade em geral para o Ato Nacional de Greve da Funai!", diz trecho de nota divulgada pela fundação Indigenistas Associados (INA).

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Para os servidores da INA, Xavier "vem promovendo uma gestão anti-indígena e anti-indigenista na instituição".

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Na segunda feira (13), em parceria com o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), a fundação divulgou um dossiê onde acusa a Funai da implementação da política anti-indigenista, marcada pela não demarcação de territórios, sob o governo de Jair Bolsonaro (PL).

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Ainda de acordo com a INA, a Funai promove perseguição a servidores e lideranças indígenas, militarizou os cargos estratégicos, promove o esvaziamento de quadros da entidade e do orçamento, além de assédio institucional, alinhamento com a agenda ruralista e omissões na esfera judicial.

Segundo reportagem da Folha de S Paulo, apenas 4 em cada 10 cargos da Funai estão atualmente ocupados. De um total de 3.700 postos, cerca de 1.400 têm servidores permanentes em atividade, enquanto o restante encontra-se vago. Outros 600 trabalhadores são temporários e foram contratados após uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Ainda segundo o jornal, servidores da Funai ouvidos sob condição de anonimato afirmaram que a falta de recursos é hoje um dos maiores obstáculos para a atuação do órgão, o que inclusive dificultou as operações de busca de Bruno Pereira e Dom Phillips.

A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (CONDSF/FENADSEF), a Associação Nacional dos Servidores da Funai (ANSEF) e a fundação  Indigenistas Associados (INA) convocando todos os servidores a participar, em greve, do Ato Nacional que estçao organizando para a próxima quinta-feira (23), a partir das 10 horas, nas unidades da Funai espalhadas por todos os estados e o Distrito Federal - Funai Sede, Coordenações Regionais, Coordenações Técnicas Locais, Frentes de Proteção Etnoambientais e Museu do Índio.

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