Bolsonaro foi quem mais perdeu na escolha do candidato a vice

O site Os Divergentes aponta para um processo de saturação na candidatura Bolsonaro; para Geraldo Seabra, que assina a matéria, o mesmo perfil ultra conservador de ambos componentes da chapa presidencial mais desagrega que agrega; para Seabra, "o general Hamilton Mourão nada acrescentará à chapa de Bolsonaro, pois os dois são uma soma de resultado zero"

Bolsonaro foi quem mais perdeu na escolha do candidato a vice
Bolsonaro foi quem mais perdeu na escolha do candidato a vice (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O site Os Divergentes aponta para um processo de saturação na candidatura Bolsonaro. Para Geraldo Seabra, que assina a matéria, o mesmo perfil ultra conservador de ambos componentes da chapa presidencial mais desagrega que agrega. Para Seabra, "o general Hamilton Mourão nada acrescentará à chapa de Bolsonaro, pois os dois são uma soma de resultado zero".

Leia trechos do artigo publicado no site Os Divergentes: 

"Ao rebaixar para soldado raso o general-de-exército Antônio Hamilton Martins Mourão, provavelmente para aproximá-lo da sua patente de capitão, quando finalmente oficializou o seu companheiro de chapa e a coligação com o PRTB, o presidenciável Jair Bolsonaro não só reduziu sua obrigatoriedade de prestar continência ao superior hierárquico da caserna, mas também as suas chances de chegar ao segundo turno na eleição presidencial de outubro. Militar linha-dura como ele, defensor de torturadores como o coronel Brilhante Ustra, o que os alinha a essa prática abominável de crime contra a humanidade, o general Hamilton Mourão nada acrescentará à chapa de Bolsonaro, pois os dois são uma soma de resultado zero. Ao render-se ao general, o candidato do PSL a presidente foi quem mais perdeu na escolha dos vices por manter-se preso ao quadrado em que foi sitiado nas entrevistas que concedeu à TV Cultura e à Globonews.

No presidencialismo de coalizão, as coligações vão além do tempo para a propaganda gratuita no rádio e na televisão. Nesse nosso sistema de governo, a governabilidade é buscada já a partir da formação das chapas que vão disputar as eleições, para depois ser confirmada com a formação das maiorias parlamentares. Por isso o partido A procura se juntar ao partido B para ampliar o espectro ideológico da chapa e assim atrair o maior número possível de eleitores. Com sua candidatura de centro-direita sustentada pelo Centrão, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, foi buscar na senadora Ana Amélia, expoente da direita no PP do Rio Grande do Sul, a companheira de chapa ideal para minar Bolsonaro exatamente no Estado em que o seu balaio de votos se mostra mais recheado. Henrique Meirelles, do MDB, também nomeou o companheiro Germano Rigotto como vice para roubar votos de Bolsonaro e Alckmin do conservador eleitorado gaúcho."

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