Carvalho admite que faltou avançar na democratização da mídia

"Temos de fazer uma autocrítica séria nesta questão", afirmou Gilberto Carvalho, no ato em defesa do ex-presidente Lula, na noite desta quinta;  "Nós não informamos o povo. Se tivéssemos fortalecido os meios de informação progressistas, democráticos, certamente seria diferente"; segundo ele, a campanha que começa hoje, denominada "Um Brasil justo pra todos e pra Lula", terá "ação, informação e mobilização"

Bras�lia - O ex-ministro Gilberto Carvalho fala � imprensa ap�s prestar depoimento como testemunha na Opera��es Zelotes, na Justi�a Federal (Wilson Dias/Ag�ncia Brasil)
Bras�lia - O ex-ministro Gilberto Carvalho fala � imprensa ap�s prestar depoimento como testemunha na Opera��es Zelotes, na Justi�a Federal (Wilson Dias/Ag�ncia Brasil) (Foto: Gisele Federicce)

Por Vitor Nuzzi, da Rede Brasil Atual

Um dos primeiros a chegar ao ato em defesa da democracia e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado na noite desta quinta-feira 10, na Casa de Portugal, região central de São Paulo, o ex-ministro Gilberto Carvalho afirmou que é preciso sair da inércia e ir às ruas conversar com a população. Nesse sentido, ele observou que faltou avançar no debate sobre a democratização da mídia.

"Temos de fazer uma autocrítica séria nesta questão", afirmou. "Nós não informamos o povo. Se tivéssemos fortalecido os meios de informação progressistas, democráticos, certamente seria diferente." Segundo ele, a campanha que começa hoje, denominada "Um Brasil justo pra todos e pra Lula", terá "ação, informação e mobilização".

"Queremos convencer o povo, através de informações precisas e claras", disse. Para o ex-ministro, o golpe representou muito mais que o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e sua substituição por Michel Temer, mas foi um ataque à soberania brasileira e aos direitos sociais. "O que acontece com o Lula é um símbolo, expressão maior dos movimentos sociais. O golpe representou licença para matar", afirmou o ex-ministro, dando como exemplo o recente ataque aos cinco jovens na região metropolitana de São Paulo e também referindo-se ao ex-presidente.

Quem chega ao ato ouve um samba na caixa de som, cuja letra diz: "Não, não, golpe, não, quem não teve voto tem que respeitar".

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