Como um judiciário que se comporta como uma facção transformará Lula em mártir

O advogado Gustavo Freire Barbosa faz uma análise extensa e técnica sobre como o poder judiciário brasileiro se transformou numa facção e sobre como essa facção ira transformar Lula em mártir; Barbosa invoca o conceito de ‘facção’ do filósofo alemão Hegel, ‘uma espécie de agrupamento, comum em situações de ruptura’ que, para o advogado, é o que vem ocorrendo no país neste momento histórico

Como um judiciário que se comporta como uma facção transformará Lula em mártir
Como um judiciário que se comporta como uma facção transformará Lula em mártir (Foto: STF/Stuckert)

247 – O advogado Gustavo Freire Barbosa faz uma análise extensa e técnica sobre como o poder judiciário brasileiro se transformou numa facção e sobre como essa facção ira transformar Lula em mártir. Barbosa invoca o conceito de ‘facção’ do filósofo alemão Hegel, ‘uma espécie de agrupamento, comum em situações de ruptura’ que, para o advogado, é o que vem ocorrendo no país neste momento histórico.

Leia trechos do artigo de Gustavo Freire Barbosa:

"Hegel, na Fenomenologia do Espírito, faz uma análise interessante do período do Terror na Revolução Francesa. Por volta de 1791, a revolução passa a ser marcada por uma forte contradição envolvendo a individualidade de seus sujeitos, chamados cidadãos ou patriotas, e a realização da chamada Vontade Geral da sociedade, entendida como a unidade dos fins comuns de bem-estar coletivo, conforme ensinou Rousseau. Uma vez que seus sujeitos são indivíduos, é mais do que natural que apresentem, individualmente ou em grupos, dimensões diferentes do que seria essa Vontade Geral.

Como a Vontade Geral é uma ideia abstrata e bastante fluída, não possuindo mediações institucionais, o resultado de suas mais diversas interpretações foi o surgimento de uma espécie de agrupamento, comum em situações de ruptura revolucionária. Hegel dá o nome de facção a essa nova categoria. Considerando que inexiste mediação institucional entre os conflitos próprios de sociedades plurais – não havia partidos políticos, conselhos, espaços públicos e representativos voltados ao debate, etc –, há somente facções, cuja característica mais marcante é a concepção de que, nesse vácuo institucional, o aniquilamento é a única forma de relação com os demais grupos."

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