Costa e o risco dos escândalos pré-eleição

Denúncias de última hora "causam sensação na mesma medida em que prejudicam uma apuração serena. Hipóteses que não foram provadas ganham a fisionomia de fatos reais. Suspeitos – ou nem isso – logo são apontados como culpados", escreve Paulo Moreira Leite, para quem a "prudência recomenda cautela" nesses casos; jornalista lembra que Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras autor de denúncias de propina envolvendo a estatal, "tem todo interesse em diminuir a própria acusação em troca de denúncias que possam envolver políticos e autoridades"; "As informações são verdadeiras? Não se sabe", diz PML

Denúncias de última hora "causam sensação na mesma medida em que prejudicam uma apuração serena. Hipóteses que não foram provadas ganham a fisionomia de fatos reais. Suspeitos – ou nem isso – logo são apontados como culpados", escreve Paulo Moreira Leite, para quem a "prudência recomenda cautela" nesses casos; jornalista lembra que Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras autor de denúncias de propina envolvendo a estatal, "tem todo interesse em diminuir a própria acusação em troca de denúncias que possam envolver políticos e autoridades"; "As informações são verdadeiras? Não se sabe", diz PML
Denúncias de última hora "causam sensação na mesma medida em que prejudicam uma apuração serena. Hipóteses que não foram provadas ganham a fisionomia de fatos reais. Suspeitos – ou nem isso – logo são apontados como culpados", escreve Paulo Moreira Leite, para quem a "prudência recomenda cautela" nesses casos; jornalista lembra que Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras autor de denúncias de propina envolvendo a estatal, "tem todo interesse em diminuir a própria acusação em troca de denúncias que possam envolver políticos e autoridades"; "As informações são verdadeiras? Não se sabe", diz PML (Foto: Aline Lima)

247 – "A prudência recomenda cautela contra denúncias divulgadas em véspera de eleição", escreve Paulo Moreira Leite em seu blog no 247. Ao comentar a delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que entrou o nome de dezenas de deputados, senadores, ministro e até governadores como beneficiados em um esquema de propina envolvendo a estatal, o jornalista ressalta o risco desse tipo de escândalo.

"O risco é óbvio: escândalos de última hora causam sensação na mesma medida em que prejudicam uma apuração serena. Hipóteses que não foram provadas ganham a fisionomia de fatos reais. Suspeitos – ou nem isso – logo são apontados como culpados", diz ele. "Escândalos dessa natureza são mais difíceis de apurar e, muitas vezes, não há o interesse de esclarecer. O que se quer é o barulho", acrescenta.

Sobre o caso em si, PML lembra que Paulo Roberto, que acertou acordo de delação premiada com a Justiça em busca de uma pena menor, "tem todo interesse em diminuir a própria acusação em troca de denúncias que possam envolver políticos e autoridades". Outro ponto, lembra o jornalista, "é que ninguém sabe o que ele disse – oficialmente".

"As informações são verdadeiras? Não se sabe — até porque não tivemos uma investigação com base em provas e outros indícios para atestar sua consistência, ou não. As informações estão sendo divulgadas com isenção, ou de forma seletiva, de acordo com a preferência política de quem publica a história? Também não podemos saber antes de ter acesso ao conteúdo integral dos depoimentos". O que sabemos, até agora, é que "nenhuma denúncia foi confirmada, por mais vaga que fosse".

Leia a íntegra em O perigo dos escândalos de última hora

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