Cunha deixa desculpas de Temer nuas na praça

"Temer é um cínico desmascarado. Tão vil que, a rigor, não merece sequer a confiança de seus cúmplices. Nem mesmo a ética dos bandidos tem", constata o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, ao comentar a nota escrita por Cunha da prisão, em que ele entrega Michel Temer sobre a reunião da propina e o golpe

Brasília- DF- Brasil- 10/03/2015- Presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha recebe vice-presidente da República Michel Temer. Foto: J. Batista/ Câmara dos Deputados
Brasília- DF- Brasil- 10/03/2015- Presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha recebe vice-presidente da República Michel Temer. Foto: J. Batista/ Câmara dos Deputados (Foto: Gisele Federicce)

Por Fernando Brito, do Tijolaço - A Folha publica os dois pontos da “nota oficial” de Eduardo Cunha, diretamente da cadeia curitibana. Ambos deixam sem chão as desculpas usadas por Michel Temer para fugir da delação da Odebrecht que o apontou como o “presidente” de um acerto de US$ 40 milhões por um contrato na Petrobras e a segunda em que, “casualmente”,  ficou sabendo que Cunha decidira aceitar os pedidos e por em marcha o impeachment de Dilma Rousseff.

Sobre a reunião, claro que sem se inculpar no achaque, o ex-presidente da Câmara diz que foi Temer quem marcou a reunião com os executivos da Odebrecht, dando a entender que o então candidato a vice-presidente sabia tudo o que envolvia a gorduchíssima “contribuição financeira ao PMDB.

Na questão do impeachment, é ainda pior: Cunha diz que os termos do despacho que autorizou o início dos ritos de impedimento foram “preparado por advogados de confiança mútua, foi debatido e considerado por ele (Temer) correto do ponto de vista jurídico”.

“O verdadeiro diálogo ocorrido sobre o impeachment com o então vice-presidente, às 14 horas da segunda-feira, 30 de novembro de 2015, na varanda do Palácio do Jaburu, 48 horas antes da aceitação da abertura do processo de impeachment foi submeter a ele o parecer que aceitava o impeachment”

Temer é um cínico desmascarado. Tão vil que, a rigor, não merece sequer a confiança de seus cúmplices. Nem mesmo a ética dos bandidos tem.

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