Editorial do Estadão defende que antifascistas saiam às ruas livremente

Editorial do jornal O estado de S. Paulo destaca que “até agora, as ruas pareciam ser um território francamente dominado pelos camisas pardas do bolsonarismo”. Agora, diz o jornal, os grupos antifascistas "começam a sair de casa para expressar seu repúdio a ele e a seu sistemático desrespeito à democracia"

(Foto: Pam Santos)
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247 - O jornal O Estado de S. Paulo destaca em seu editorial desta quinta-feira (4) que Jair Bolsonaro partiu para o ataque ao qualificar como “marginais e terroristas” os movimentos antifascistas que saíram às ruas no último final de semana para protestar contra o seu governo, além do “ seu sistemático desrespeito à democracia”. “Até agora, as ruas pareciam ser um território francamente dominado pelos camisas pardas do bolsonarismo”, diz o texto do editorial. 

‘A insolência dos bolsonaristas jamais foi objeto de crítica ou censura por parte do presidente, nem mesmo quando se soube que havia armas no acampamento de seus apoiadores em Brasília – cujos integrantes se apresentam como o “exército que vai exterminar a esquerda”’, diz o jornal. 

“Além disso, tem sido frequente, nas manifestações bolsonaristas, a presença de símbolos de um grupo paramilitar ucraniano de extrema direita que se identifica com o nazismo”, acrescenta o editorial. “Para Bolsonaro, esse é o “povo” que “quer liberdade, quer democracia”. Já os cidadãos que, cansados de tanta afronta à democracia, resolveram deixar o confinamento para demonstrar seu absoluto repúdio a essa escalada autoritária, estes são chamados de “terroristas” pelo presidente”, observa o texto. 

“Nada disso é por acaso. Premido pelo coronavírus e seu monumental impacto na vida nacional, obrigado a negociar cargos com a bancada da boquinha no Congresso para evitar um impeachment e assombrado por investigações policiais contra si mesmo e contra os filhos, Bolsonaro parece disposto a derrubar o tabuleiro de xadrez diante do xeque”, afirma o editorial. 

“ O presidente inventa um confronto, que tão avidamente deseja, não só para intimidar seus opositores, mas principalmente para desviar a atenção de sua clamorosa incapacidade de governar”, completa o texto. "No que depender dos brasileiros decentes, não vai conseguir nem uma coisa nem outra", finaliza.

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