Em editorial, Folha condena militarização do Ministério da Saúde

A Folha de S.Paulo diz que o excesso de militares no Ministério da Saúde assusta. A pasta deveria ter como centro o combate à pandemia de Covid-19

General Eduardo Pazuello está à frente do Ministério da Saúde
General Eduardo Pazuello está à frente do Ministério da Saúde (Foto: Reprodução (Rede Amazônia Roraima))
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247 - O jornal Folha de S.Paulo destaca em seu editorial desta quinta-feira (21) a militarização da Saúde no momento em que o Brasil "cruzou uma barreira macabra ao contabilizar mais de mil mortos pelo coronavírus num intervalo de 24 horas". 

Simultaneamente, o jornal destaca outra marca lamentável atingida nesta semana pelo governo Jair Bolsonaro. "Ao empossar um coronel do Exército como seu número dois, o ocupante interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, somou 17 militares nomeados, de qualificação ignorada, apenas nos últimos dias". 

De acordo com o editorial, "vai sendo desmontado aos poucos o quadro técnico organizado pelo ex-ministro Henrique Mandetta, a maioria com experiência na gestão da saúde pública federal, celebrizada em entrevistas coletivas diárias pelo uso dos coletes pretos do SUS".

A Folha ressalta que a militarização não se restringe à pasta da Saúde. "Segundo levantamento mais recente deste jornal, feito no fim de 2019 por meio da Lei de Acesso à Informação, eram 2.500 militares em cargos de chefia ou assessoramento no governo, um recorde desde a redemocratização do país", ressalvando que o número é possivelmente maior hoje.

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