Fernando Brito: Bolsonaro deixa Moro vivo, mata apenas sua imagem

"A afetação da intimidade com Sérgio Moro feita por Jair Bolsonaro no Sete de Setembro chega a ser mórbida. Exibiu o cadáver vivo, expôs o outrora indomado como um cachorro na coleira, amansado, que abaixou as orelhas e cedeu a sua agora mestre", escreve o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço

Por Fernando Brito, do Tijolaço - A afetação da intimidade com Sérgio Moro feita por Jair Bolsonaro no Sete de Setembro chega a ser mórbida.

Exibiu o cadáver vivo, expôs o outrora indomado como um cachorro na coleira, amansado, que abaixou as orelhas e cedeu a sua agora mestre.

Moro perdeu e desfilou sua derrota com a humilhação estampada no rosto.

Seus adoradores que debandam, como faz aí abaixo, o desclassificado Arthur “Mamãe Falei” do Val, adorariam ser liderados pelo ex-juiz, mas sentem que ele não tem estofo para liderar coisa alguma, que se aceitou ser depenado vivo pelo “Mito”.

Ainda é tratado com piedade por seus antigos adoradores menos sinceros, como Merval Pereira, que “esquece” de citá-lo na vasta lista que faz de integrantes do governo que aceitam humilhar-se em declarações estúpidas pela “necessidade de prestar vassalagem a Bolsonaro”.

Mas é uma exceção. Moro gastou a cota de bajulação admissível.

Acordos com Mefistófoles costumam ser terríveis aos ambiciosos Faustos.

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