Fernando Brito: Bolsonaro toma zero providência e terceiriza culpa sobre Enem

Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, critica a declaração de Jair Bolsonaro, que apontou eventual sabotagem no Enem. "Os problemas do Enem e a vergonha da auditoria do BNDES aconteceram antes de sua partida e Bolsonaro tomou zero providências a respeito", diz. "Terceiriza as culpas, para estimular a grita de sua matilha de que tudo é, sempre, culpa do PT"

(Foto: Isac Nóbrega - PR)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Por Fernando Brito, do Tijolaço - De volta da Índia, Jair Bolsonaro reestreia a sua série de declarações desprovidas de qualquer fundamentos em fatos reais.

Levantou a hipótese de que as falhas do Enem tenha sido produto de sabotagem, embora nem o falastrão Weintraub tenha mencionado, desde o início dos problemas nas notas, tal suspeita.

Inconformado com o fato de que a auditoria no BNDES não encontrou o “mar de lama” que anunciara durante todo o tempo, começa a atacar o custo so que ele mesmo ordenara: a prioridade total para abrir a suposta “caixa-preta” do banco e, desqualifica o amigo dos filhos que pôs em sua presidência, chamando de “garoto”, para ar a ideia de que ele foi enganado.

Até a anunciada demissão do secretário executivo da Casa Civil, Vicente Santini, é uma dissimulação: a FAB jamais autorizaria vôos internacionais (a Davos e, depois, à Índia) de um funcionário de terceiro escalão sem, no mínimo, a autorização do ministro Onyx Lorenzoni, titular da pasta. Com diárias da tripulação, é provável que o custo dessa mordomia tenha chegao perto de R$ 1 milhão , claro, também não é sargento quem autoriza uma despesa destas.

O fato é que os problemas do Enem e a vergonha da auditoria do BNDES aconteceram antes de sua partida e Bolsonaro tomou zero providências a respeito.

Agora, terceiriza as culpas, para estimular a grita de sua matilha de que tudo é, sempre, culpa do PT.

De “quebra”, ainda vai ter de penar com mais dois trunfos fornecidos Sergio Moro: vai ser inevitável que a Polícia Federal entre no caso da “revisão” seletiva de notas providenciada por Abraham Weintraub ao pai bolsonarista de uma das candidatas no Enem e na história das relações entre seu marqueteiro Fábio Wajntrab, cheia de nuvens escuras em suas relações com os irmãos Liberman: Samy, seu segundo, e Fabio, seu gerente empresarial.

O conhecimento liberta. Saiba mais

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247