Folha pede 'Fora, Cunha', mas por impeachment limpo

Um dia depois de João Roberto Marinho, editor do jornal O Globo, o empresário Otávio Frias Filho, diretor-resoponsável pela Folha, também publica editorial pedindo a saída imediata de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara; texto "Já chega", da Folha, é até mais enfático do que o do Globo; no entanto, Frias expõe um objetivo que Marinho havia mantido oculto; "O personagem que Eduardo Cunha representa, plasmado em desfaçatez e prepotência, está com os dias contados –ele próprio sabe disso. É imperativo abreviar essa farsa, para que o processo do impeachment, seja qual for seu desenlace, transcorra com a necessária limpidez", diz ele; barões da mídia parecem ter concluído que o golpe tucano, conduzido por Cunha, é imoral demais para ser aceito pela sociedade

Um dia depois de João Roberto Marinho, editor do jornal O Globo, o empresário Otávio Frias Filho, diretor-resoponsável pela Folha, também publica editorial pedindo a saída imediata de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara; texto "Já chega", da Folha, é até mais enfático do que o do Globo; no entanto, Frias expõe um objetivo que Marinho havia mantido oculto; "O personagem que Eduardo Cunha representa, plasmado em desfaçatez e prepotência, está com os dias contados –ele próprio sabe disso. É imperativo abreviar essa farsa, para que o processo do impeachment, seja qual for seu desenlace, transcorra com a necessária limpidez", diz ele; barões da mídia parecem ter concluído que o golpe tucano, conduzido por Cunha, é imoral demais para ser aceito pela sociedade
Um dia depois de João Roberto Marinho, editor do jornal O Globo, o empresário Otávio Frias Filho, diretor-resoponsável pela Folha, também publica editorial pedindo a saída imediata de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara; texto "Já chega", da Folha, é até mais enfático do que o do Globo; no entanto, Frias expõe um objetivo que Marinho havia mantido oculto; "O personagem que Eduardo Cunha representa, plasmado em desfaçatez e prepotência, está com os dias contados –ele próprio sabe disso. É imperativo abreviar essa farsa, para que o processo do impeachment, seja qual for seu desenlace, transcorra com a necessária limpidez", diz ele; barões da mídia parecem ter concluído que o golpe tucano, conduzido por Cunha, é imoral demais para ser aceito pela sociedade (Foto: Leonardo Attuch)
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247 – Os dois principais empresários de comunicação do País, João Roberto Marinho, do Globo, e Otávio Frias Filho, da Folha, parecem ter concluído que um golpe conduzido por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atual presidente da Câmara dos Deputados, é imoral demais para ser aceito pela sociedade.

Se ontem o jornal O Globo publicou editorial defendendo a saída imediata de Cunha do cargo (leia aqui), hoje foi a vez da Folha, com o texto "Já chega" publicado na primeira página – o que o jornal dos Frias só faz em momentos raros e graves da história política.

No entanto, a Folha expôs uma motivação que o Globo mantinha oculta. "O personagem que Eduardo Cunha representa, plasmado em desfaçatez e prepotência, está com os dias contados –ele próprio sabe disso. É imperativo abreviar essa farsa, para que o processo do impeachment, seja qual for seu desenlace, transcorra com a necessária limpidez", diz o texto.

Leia abaixo:

Já chega

A presença do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara é um problema que não se limita aos veementes indícios de corrupção e às claras evidências de mendacidade que pesam contra ele.

As acusações reiteradas de que recebeu propina; a reincidência em práticas destinadas a intimidar adversários; a mentira flagrante em uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), negando ter contas bancárias no exterior –esse conjunto probatório já seria suficiente para justificar a cassação de seu mandato.

Há muito mais, contudo. Sua permanência à frente da Câmara dos Deputados assume características nocivas para a ordem institucional do país, e não só porque sua rede de manipulações bloqueia as atividades do Conselho de Ética encarregado de julgá-lo.

Valendo-se de métodos inadmissíveis a alguém posicionado na linha de sucessão da Presidência da República, o peemedebista submeteu a questão do impeachment de Dilma Rousseff (PT) a um achaque em benefício próprio.

Seus expedientes infames conspurcam o processo em curso, que parece encarar como vendeta pessoal. Exacerbam-se com isso as paixões em um tema extremamente explosivo; alimenta-se a falsa versão de que tudo não passaria de lamentável confronto entre ele e Dilma Rousseff.

Já chega. O personagem que Eduardo Cunha representa, plasmado em desfaçatez e prepotência, está com os dias contados –ele próprio sabe disso. É imperativo abreviar essa farsa, para que o processo do impeachment, seja qual for seu desenlace, transcorra com a necessária limpidez.

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