Folha recorre e diz que não quer saber de Marcela, mas de Temer

Em recurso protocolado nesta segunda-feira 13 contra a censura imposta por Marcela e Michel Temer sobre o caso do hacker, o jornal do empresário Otávio Frias Filho argumento que está em jogo a intimidade de Marcela, mas a conduta de Temer; o hacker que clonou o celular de Marcela ameaçou divulgar um áudio que, segundo ele, colocaria o nome de Temer "na lama"

Em recurso protocolado nesta segunda-feira 13 contra a censura imposta por Marcela e Michel Temer sobre o caso do hacker, o jornal do empresário Otávio Frias Filho argumento que está em jogo a intimidade de Marcela, mas a conduta de Temer; o hacker que clonou o celular de Marcela ameaçou divulgar um áudio que, segundo ele, colocaria o nome de Temer "na lama"
Em recurso protocolado nesta segunda-feira 13 contra a censura imposta por Marcela e Michel Temer sobre o caso do hacker, o jornal do empresário Otávio Frias Filho argumento que está em jogo a intimidade de Marcela, mas a conduta de Temer; o hacker que clonou o celular de Marcela ameaçou divulgar um áudio que, segundo ele, colocaria o nome de Temer "na lama" (Foto: Gisele Federicce)

247 – A Folha de S.Paulo recorreu da decisão do juiz do juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª Vara Cível de Brasília, que, a pedido de Marcela e Michel Temer, proibiu o jornal de cobrir a investigação sobre um hacker acusado de clonar o celular de Marcela e chantagear o casal.

Na petição, o jornal do empresário Otávio Frias Filho argumenta que o que está em jogo não é a intimidade de Marcela, mas a conduta de Temer. O hacker ameaçou divulgar um áudio que, segundo ele, colocaria o nome de Temer "na lama", caso não recebesse R$ 300 mil. No áudio, Marcela fala com seu irmão sobre um publicitário que faria a "parte baixo nível" do marido. Ela se referia a Arlon Viana, hoje assessor especial de Michel Temer.

Na petição, a Folha afirma que o caso abordado "não trata questão desimportante". "Não divulga fofoca ou busca atender à curiosidade geral acerca da vida dos poderosos. Os fatos divulgados não dizem respeito à intimidade da agravante, ao contrário do que sustenta a petição inicial, mas se referem a suspeita lançada ao Presidente da República". "Tratando-se de assunto público e relativo à Presidência da República, por qual razão não poderiam ter sido divulgadas as informações?", questiona o jornal.

"A informação trazida à tona, e que motivou a publicação, é de que o conteúdo hackeado, segundo consta dos autos da ação penal, poderia potencialmente atingir o presidente da República", diz ainda.

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