Gabriel Priolli: referendo já, para dar rumo às baratas tontas

"Dentro de um ano e meio, pode não sobrar nada para preservar. A enxurrada terá levado os direitos, as conquistas, o ouro, o pote e qualquer esperança de um céu multicolorido", diz o jornalista Gabriel Priolli; "Referendo Já! Referendo ainda em 2017, para as medidas de Temer! Se o governo recusar, indicará ao país que não reconhece a soberania popular. Se topar, vai suar sangue para legitimar o que impôs. Em qualquer caso, será um ótimo negócio para as oposições e pautará a rota para 2018"

"Dentro de um ano e meio, pode não sobrar nada para preservar. A enxurrada terá levado os direitos, as conquistas, o ouro, o pote e qualquer esperança de um céu multicolorido", diz o jornalista Gabriel Priolli; "Referendo Já! Referendo ainda em 2017, para as medidas de Temer! Se o governo recusar, indicará ao país que não reconhece a soberania popular. Se topar, vai suar sangue para legitimar o que impôs. Em qualquer caso, será um ótimo negócio para as oposições e pautará a rota para 2018"
"Dentro de um ano e meio, pode não sobrar nada para preservar. A enxurrada terá levado os direitos, as conquistas, o ouro, o pote e qualquer esperança de um céu multicolorido", diz o jornalista Gabriel Priolli; "Referendo Já! Referendo ainda em 2017, para as medidas de Temer! Se o governo recusar, indicará ao país que não reconhece a soberania popular. Se topar, vai suar sangue para legitimar o que impôs. Em qualquer caso, será um ótimo negócio para as oposições e pautará a rota para 2018" (Foto: Aquiles Lins)

Por Gabriel Priolli, no Nocaute - Dizem que no fim do arco-iris tem um pote de ouro. Ninguém viu jamais esse pote, mas isso não impede que sigam procurando.

Mesmo quando o céu é de chumbo, carregado de nuvens negras, como este que fechou em maio de 2016 no Brasil e ainda não abriu de novo.

O pote de ouro da salvação nacional tem a forma de eleições presidenciais e nele depositam suas esperanças todos que querem derrotar o governo golpista e encerrar o seu ciclo de perversões na ordem econômica, política e social.

O pequeno problema é que o nosso pote de ouro está a dezoito meses de distância e a chuva segue muito grossa. Diariamente, algum direito de cidadania, alguma conquista social, algo de bom é levado na enxurrada.

Dentro de um ano e meio, pode não sobrar nada para preservar. A enxurrada terá levado os direitos, as conquistas, o ouro, o pote e qualquer esperança de um céu multicolorido.

As oposições não têm foco claro de luta. Todas querem que Temer saia, mas umas defendem a volta de Dilma, outras querem Lula mais uma vez, outras nem Dilma nem Lula, outras Diretas Já.

Há os que querem uma nova Constituinte e os que defendem a Constituição de 88. Há os que querem dialogar e os que preferem radicalizar.

O que ninguém lembra de pedir, não para 2018 mas para este ano, é o Referendo.

Mecanismo de exercício da soberania popular instituído no artigo 14 da Constituição, a ser autorizado pelo Congresso Nacional, conforme o artigo 49.

Se o Governo Temer julga estar tomando medidas amargas, mas necessárias, no interesse do povo brasileiro, por que não consulta a sua opinião?

Por que não submete a Referendo o fim do reajuste do salário mínimo acima da inflação? O congelamento dos gastos públicos com educação, saúde e assistência social por 20 anos? A terceirização selvagem no mercado de trabalho? A aposentadoria aos 65 anos, com 49 de contribuição?

Pode-se entender que governo golpista não queira o Referendo, mas por que as oposições não lutam por ele?

Por que não utilizam esse instrumento para articular, centralizar e impulsionar o combate a esse triste regime de exceção, que impõe ao país um programa de reformas que não foi discutido previamente com o povo e aprovado nas urnas?

Referendo Já! Referendo ainda em 2017, para as medidas de Temer!

Se o governo recusar, indicará ao país que não reconhece a soberania popular. Se topar, vai suar sangue para legitimar o que impôs. Em qualquer caso, será um ótimo negócio para as oposições e pautará a rota para 2018.

No mínimo, dará alguma racionalidade à luta contra o golpe, que precisa urgentemente superar esta fase das baratas tontas.

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