Governo Temer reinaugura macarthismo contra jornalistas

Kátia Guimarães, que relata ter sido demitida da diretoria da NBR e da Voz do Brasil, na EBC, "logo depois da primeira etapa do golpe contra a presidenta Dilma", conta o cenário dentro da empresa depois que Laerte Rimoli, ex-assessor de Eduardo Cunha, assumiu a presidência e lamenta "pelo cidadão brasileiro que continuará alienado e perde mais um direito constitucional, do acesso à informação limpa, e continuará à mercê da mídia manipuladora que nos enoja diariamente"; para ela, "esse governo reinaugurou o macarthismo, a perseguição a jornalistas"

Kátia Guimarães, que relata ter sido demitida da diretoria da NBR e da Voz do Brasil, na EBC, "logo depois da primeira etapa do golpe contra a presidenta Dilma", conta o cenário dentro da empresa depois que Laerte Rimoli, ex-assessor de Eduardo Cunha, assumiu a presidência e lamenta "pelo cidadão brasileiro que continuará alienado e perde mais um direito constitucional, do acesso à informação limpa, e continuará à mercê da mídia manipuladora que nos enoja diariamente"; para ela, "esse governo reinaugurou o macarthismo, a perseguição a jornalistas"
Kátia Guimarães, que relata ter sido demitida da diretoria da NBR e da Voz do Brasil, na EBC, "logo depois da primeira etapa do golpe contra a presidenta Dilma", conta o cenário dentro da empresa depois que Laerte Rimoli, ex-assessor de Eduardo Cunha, assumiu a presidência e lamenta "pelo cidadão brasileiro que continuará alienado e perde mais um direito constitucional, do acesso à informação limpa, e continuará à mercê da mídia manipuladora que nos enoja diariamente"; para ela, "esse governo reinaugurou o macarthismo, a perseguição a jornalistas" (Foto: Gisele Federicce)

Por Kátia Guimarães, em seu Facebook

logo depois da primeira etapa do golpe contra a presidenta dilma, fui demitida da diretoria da nbr e voz do brasil na ebc. voltei pra a empresa dias depois convidada pelo grande jornalista e amigo ricardo melo para participar da resistência em defesa da comunicação pública e da ebc.
durante todo esse processo fomos constrangidos e boicotados (alguns episódios foram tão absurdos que não devo relatar aqui) por golpistas que aparelharam a ebc - sim quem ocupou a empresa com pseudo jornalistas e profissionais que se diziam concursados, mas na verdade entraram no trem da alegria da velha radiobrás, foi esse governo golpista - para destruir a comunicação pública e usá-la em defesa de um governo ilegítimo.
por uma decisão questionável juridicamente ficamos sabendo que o presidente escolhido por temer, ex-assessor de eduardo cunha e que tocou o terror na comunicação da câmara dos deputados, voltaria a tomar posse.
ontem pela manhã, as nossas demissões começaram a ser publicadas na internet. fomos enxotados. chegou o aviso pra sair rapidamente porque a nova direção não queria nos ver ali quando o novo presidente chegaria para a posse.
esse é o parâmetro de comportamento de um governo que tramou o golpe em reuniões secretas com corruptos do congresso e o próprio usurpador que tomou de assalto o planalto.
não preciso aqui falar da competência de ricardo, conhecida em várias redações. mas faço questão de dizer aqui que o jornalismo da tv brasil hoje é deplorável, o "arroz com feijão" como foi dito em alto e bom som logo que a empresa foi tomada.
lamento pela ebc, por seus profissionais - sim ali encontrei pessoas, de caráter e comprometidas, e fiz grandes amizades. lamento pela comunicação pública brasileira (que nasceu no governo do pt pelas mãos da grande guerreira tereza cruvinel e ainda caminhava em busca de amadurecimento).
lamento pelo cidadão brasileiro que continuará alienado e perde mais um direito constitucional, do acesso à informação limpa, e continuará à mercê da mídia manipuladora que nos enoja diariamente.
esse governo reinaugurou o macarthismo, a perseguição a jornalistas
essa é apenas mais uma das histórias nada republicanas que acontecem todos os dias na esplanada ocupada.

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