Janio: Youssef foi premiado por Moro após violar acordo

Doleiro que volta hoje à prisão domiciliar deu contribuição "substanciosa" para "devastar a Petrobras do pré-sal, o PT e Lula, à altura de um pacto", afirma o jornalista Janio de Freitas, lembrando que ele "não poderia voltar agora aos seus ambientes", depois de ter quebrado acordo com a Justiça no âmbito do caso Banestado; "Preso outra vez, não poderia ver repetido o privilégio que já traíra. Mas recebeu-o do mesmo Sergio Moro", diz Janio

Doleiro que volta hoje à prisão domiciliar deu contribuição "substanciosa" para "devastar a Petrobras do pré-sal, o PT e Lula, à altura de um pacto", afirma o jornalista Janio de Freitas, lembrando que ele "não poderia voltar agora aos seus ambientes", depois de ter quebrado acordo com a Justiça no âmbito do caso Banestado; "Preso outra vez, não poderia ver repetido o privilégio que já traíra. Mas recebeu-o do mesmo Sergio Moro", diz Janio
Doleiro que volta hoje à prisão domiciliar deu contribuição "substanciosa" para "devastar a Petrobras do pré-sal, o PT e Lula, à altura de um pacto", afirma o jornalista Janio de Freitas, lembrando que ele "não poderia voltar agora aos seus ambientes", depois de ter quebrado acordo com a Justiça no âmbito do caso Banestado; "Preso outra vez, não poderia ver repetido o privilégio que já traíra. Mas recebeu-o do mesmo Sergio Moro", diz Janio (Foto: Gisele Federicce)

247 – O doleiro Alberto Youssef, delator da Lava Jato, volta para casa nesta quinta-feira 17 sob o uso de tornozeleira eletrônica, onde cumprirá quatro meses de prisão domiciliar. Em sua coluna na Folha, o jornalista Janio de Freitas lembra que Youssef quebrou o acordo que fez com a Justiça no caso do Banestado, e que por isso não poderia ser beneficiado, mas o foi mais uma vez pelo juiz Sérgio Moro, depois de ter contribuído 'substancialmente' para devastar a Petrobras, Lula e o PT.

"Alberto Youssef, a rigor, não poderia voltar agora aos seus ambientes. Na grande bandalheira feita por meio do Banestado, do Paraná, cuja apuração e punição nunca chegou ao verdadeiro fim, Youssef recebeu o prêmio de uma delação privilegiada que, porém, significava o compromisso de não voltar ao crime. Ou perderia aquele e qualquer outro benefício futuro", lembra Janio.

"Delinquente desde a adolescência, Alberto Youssef logo voltaria ao tráfico, pelo menos de dinheiro. Preso outra vez, não poderia ver repetido o privilégio que já traíra. Mas recebeu-o do mesmo Sergio Moro", prossegue.

"Sua contribuição para devastar a Petrobras do pré-sal, o PT e Lula foi substanciosa, sem dúvida. À altura de um pacto. Todos os contribuintes para essa missão vão recebendo o seu prêmio de liberdade e reencontro da vida afortunada. Nenhum é de classe social/econômica desprivilegiada. O que torna ridícula a ideia propagada de que a operação que os incomodou traz ao Brasil a inovação de uma Justiça sem olhares diferenciados para as classes", afirma ainda o colunista.

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