José Roberto de Toledo: general não obedece capitão

O jornalista José Roberto de Toledo se espanta com o que ele chama de 'candidaturicídio', fenômeno que se desenrola na candidatura fascista de Bolsonaro; Toledo chama a atenção para a enésima vez que Bolsonaro desautorizou o general Mourão, o vice em sua chapa à presidência - que anda quente; para Toledo, a explicação é simples: general não obedece capitão

José Roberto de Toledo: general não obedece capitão
José Roberto de Toledo: general não obedece capitão (Foto: Reprodução/GloboNews)

247 - O jornalista José Roberto de Toledo se espanta com o que ele chama de 'candidaturicídio', fenômeno que se desenrola na candidatura fascista de Bolsonaro. Toledo chama a atenção para a enésima vez que Bolsonaro desautorizou o general Mourão, o vice em sua chapa à presidência - que anda quente. Para Toledo, a explicação é simples: general não obedece capitão. 

Em artigo publicado na revista Piaui, o jornalista destaca: "esta coluna precisou ser reescrita. Se não justifica, ao menos explica o atraso de sua publicação. Mudei o tema hoje, quinta-feira, após o general Mourão ter sido desautorizado pelo capitão Bolsonaro, pela enésima vez. Em palestra, o vice da chapa líder nas pesquisas chamou o 13º salário de jabuticaba, algo que só existe no Brasil. Viralizou. Bolsonaro respondeu via Twitter. Escreveu que o 13º é cláusula pétrea, que quem o critica ofende o trabalhador e confessa desconhecimento da Constituição".

Toledo ainda comenta: "estivessem ambos na ativa, Bolsonaro seria preso por quebra de hierarquia (isso apenas em tese, já que o comandante do Exército fez considerações políticas extemporâneas e nada lhe aconteceu). Estando os dois reformados e na mesma chapa eleitoral, virou quizumba – não entre petistas e antipetistas, mas, desta vez, dentro das tropas virtuais bolsonaristas. 'Manda o Mourão calar a boca' foi um dos comentários mais polidos. Lembram o desfecho do jogo entre Palmeiras e Cruzeiro na semifinal da Copa do Brasil."

E faz um alerta: "não foi só mais um desentendimento. Desta vez, Bolsonaro e Mourão detonaram o mais retumbante entre os muitos conflitos internos que autossabotam a campanha brancaleônica do PSL. O potencial de estrago é multiplicado por cem. Não só ocorre a dez dias do primeiro turno, como coloca na roda um assunto que é tabu para qualquer pessoa que depende de votos para conquistar um cargo majoritário no Brasil. Questionar o 13º não é desafiar o politicamente correto, é tentativa de candidaturicídio."

 

 

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