Kotscho: STF frustra acordão e derruba “Caixa 2 legal”

Jornalista Ricardo Kotscho diz que ao declarar réu o senador Valdir Raupp (RO), ex-presidente do PMDB, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o STF restringiu a tentativa, defendida por líderes como o ex-presidente FHC, de diferenciar o crime de caixa 2; "A decisão caiu como uma bomba nos esconderijos do poder onde estavam armando a suruba jurídica, para usar uma expressão da moda, na tentativa de separar, como se isso fosse possível, a 'propina do bem' (a nossa, legal, limpinha e cheirosa) da 'propina do mal' (a dos outros, ilegal, suja e malvada)", disse Kotscho

Jornalista Ricardo Kotscho diz que ao declarar réu o senador Valdir Raupp (RO), ex-presidente do PMDB, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o STF restringiu a tentativa, defendida por líderes como o ex-presidente FHC, de diferenciar o crime de caixa 2; "A decisão caiu como uma bomba nos esconderijos do poder onde estavam armando a suruba jurídica, para usar uma expressão da moda, na tentativa de separar, como se isso fosse possível, a 'propina do bem' (a nossa, legal, limpinha e cheirosa) da 'propina do mal' (a dos outros, ilegal, suja e malvada)", disse Kotscho
Jornalista Ricardo Kotscho diz que ao declarar réu o senador Valdir Raupp (RO), ex-presidente do PMDB, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o STF restringiu a tentativa, defendida por líderes como o ex-presidente FHC, de diferenciar o crime de caixa 2; "A decisão caiu como uma bomba nos esconderijos do poder onde estavam armando a suruba jurídica, para usar uma expressão da moda, na tentativa de separar, como se isso fosse possível, a 'propina do bem' (a nossa, legal, limpinha e cheirosa) da 'propina do mal' (a dos outros, ilegal, suja e malvada)", disse Kotscho (Foto: Aquiles Lins)

247 - O jornalista Ricardo Kotscho afirmou nesta quarta-feira, 8, que o Supremo Tribunal Federal (STF) deu um passo decisivo para barrar o acordão que tenta ser costurado por líderes governistas, com apoio de setores do Poder Judiciário, para diferenciar idênticos crimes de caixa dois. 

"A tese encampada e defendida pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso prega a necessidade de se separar o joio do trigo, ou seja, definir o que é ou não corrupção, de acordo com o uso que se faça dela. Em resumo: se for só para ganhar eleições, tudo bem, faz parte do jogo, é uma infração menor; o que não pode é botar o dinheiro da propina no bolso e sair gastando por aí à toa, como fez o Sergio Cabral", disse Kotscho.

Kotscho lembra que Caixa 2, pela própria natureza, é dinheiro não declarado ao fisco que sai dos contratos superfaturados para comprar partidos e políticos. Um crime praticado por quem dá e quem recebe, qualquer que seja o destino da propina. 

"Foi isso que decidiu o Supremo Tribunal Federal na terça-feira, ao declarar réu o senador Valdir Raupp, de Rondonia, ex-presidente do PMDB, denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro", afirmou. 

"A decisão caiu como uma bomba nos esconderijos do poder onde estavam armando a suruba jurídica, para usar uma expressão da moda, na tentativa de separar, como se isso fosse possível, a 'propina do bem' (a nossa, legal, limpinha e cheirosa) da 'propina do mal' (a dos outros, ilegal, suja e malvada)", disse Kotscho. 

Para o jornalista, a decisão do STF dá ao procurador-geral Rodrigo Janot a chance de finalmente mostrar na prática ser fiel ao seu lema, segundo o qual, "pau que bate em Chico bate em Francisco", o que até agora não aconteceu.

"Ao completar seu terceiro aniversário, a Operação Lava Jato terá assim condições de iniciar uma nova fase de investigações amplas, gerais e irrestritas e, quem sabe, finalmente chegar a São Paulo".

Leia o artigo na íntegra no Balaio do Kotscho.

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