Mello Franco: Lava Jato não alcança a cúpula do Judiciário

Jornalista Bernardo Mello Franco observa que a delação premiada do ex-governador Sérgio Cabral sobre o suposto pagamento de propina a dois ministros do STJ "foi sepultada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli", que determinou o arquivamento de três inquéritos da delação

Bernardo Mello Franco e Sérgio Cabral
Bernardo Mello Franco e Sérgio Cabral (Foto: Reprodução | Fernando Frazão/Agência Brasil)
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247 - O jornalista Bernardo Mello Franco observa que a Lava Jato, que “devastou o Congresso, implodiu presidentes e governadores”, “não consegue alcançar a cúpula do Judiciário”. Para Mello Franco, a delação premiada do ex-governador Sérgio Cabral que detalhou o pagamento de propina a dois ministros do Superior Tribunal de Justiça “vai adormecer para sempre numa gaveta brasiliense”.

“O caso foi sepultado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Como revelou o repórter Aguirre Talento, o ministro arquivou três inquéritos da delação de Cabral”, destaca o jornalista. 

“Na prática, a decisão de Toffoli pode enterrar a possibilidade de qualquer nova delação à PF. Com o aval do Supremo, a polícia já havia fechado acordos com figurões como o ex-ministro Antonio Palocci, o publicitário Duda Mendonça e o empreiteiro José Antunes Sobrinho. Essas colaborações não dependiam de licença da Procuradoria. Até que esbarraram em togas ilustres”, afirma Mello Franco.

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