Mídia estrangeira sobre Bolsonaro: ele não é Trump, ele é pior

Imprensa estrangeira vê o Brasil na iminência de vivenciar um extremismo pior mesmo do que Donald Trump; The Guardian cunhou o enunciado: 'Bolsonaro não é Trump, ele é pior'; Libération também destaca que perto de Bolsonaro, Trump é quase um democrata: '[Trump] ainda respeita as instituições'; El País espanhol fala de 'democracia em risco' e a The Economist britânica segue a mesma linha: "a sobrevivência da democracia no maior país da América Latina estaria em risco"

Mídia estrangeira sobre Bolsonaro: ele não é Trump, ele é pior
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247 - A imprensa estrangeira vê o Brasil na iminência de vivenciar um extremismo pior mesmo do que Donald Trump. O The Guardian cunhou o enunciado: 'Bolsonaro não é Trump, ele é pior'. O Libération também destaca que perto de Bolsonaro, Trump é quase um democrata: '[Trump] ainda respeita as instituições'. O El País espanhol fala de 'democracia em risco' e a The Economist britânica segue a mesma linha: "a sobrevivência da democracia no maior país da América Latina estaria em risco".

Em reportagem para o jornal Folha de S. Paulo, o jornalista Nelson de Sá atualiza o panorama da percepção internacional sobre o Brasil. Ele estende a leitura sobre o El País, na 'pegada' econômica: "(...) e em novo texto alertou que, 'em guerra consigo mesmo, o Brasil está se preparando para um tipo único de crise financeira'. Diferentemente de Argentina, Turquia e outros, o país tem reservas cambiais o bastante e inflação baixa, mas 'a dívida pública saltou de 60% para 84% do PIB em apenas quatro anos'. O ponto de fervura, acrescenta, será em agosto do ano que vem, quando o orçamento de 2020 deve exigir um 'grande aperto'.

Sá também destaca a revista Time americana: "na nova edição da americana Time, Ian Bremmer, da consultoria Eurasia, escreve que a 'Democracia do Brasil pode sobreviver à ascensão de demagogo linha-dura'. Diz que o país não está prestes a 'retornar ao passado autoritário' porque há 'brasileiros o bastante' para forçar um segundo turno. 'E mesmo se Bolsonaro ganhar, o Brasil não é uma república das bananas' e, acredita ele, tem 'instituições fortes'."

E para além da profusão de enunciados catastróficos e lamentosos, o jornalista ainda rastreia o 'modismo de direita' que tem apelo e toma nichos sociais mundo afora, destacando o risco de Bolsonaro se tornar um febre global para o ultra conservadorismo: "a Bloomberg noticiou que uma nova rede social, baseada na Flórida e voltada à extrema direita, 'atrai apoiadores de Bolsonaro'. A Gab se apresenta como uma alternativa ao Twitter e, segundo estudo da Alto Data Analytics, está entre os cinco sites mais citados pelos apoiadores de Bolsonaro no próprio Twitter. Um dos filhos do candidato já tem perfil na plataforma".

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