Miriam Leitão, que apoiou o golpe, diz que Temer custa caro ao Brasil

Depois de apoiar a chegada de Michel Temer ao poder através de um golpe de Estado, Miriam Leitão agora lamenta as consequências e diz que a manutenção do peemedebista no Planalto está saindo muito cara para o Brasil; "Quanto custa ao país manter  Michel Temer no cargo? A conta está ficando imensa pela soma da paralisia decisória em questões-chave, o abandono das reformas econômicas, os gastos aprovados, e as medidas que o governo têm adotado para fazer a vontade dos grupos de interesse e assim vencer uma a uma as denúncias que pesam contra ele", escreve  

Brasília - DF, 13/10/2016. Presidente Michel Temer durante entrevista para Miriam Leitão da Globo News. Foto: Marcos Corrêa/PR
Brasília - DF, 13/10/2016. Presidente Michel Temer durante entrevista para Miriam Leitão da Globo News. Foto: Marcos Corrêa/PR (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Em sua coluna nesta quinta, Miriam Leitão, que apoio o golpe que levou Michel Temer ao poder, agora lamenta a chegada da fatura do custo da manutenção do peemedebista no Planalto.

"Quanto custa ao país manter o presidente Michel Temer no cargo? A conta está ficando imensa pela soma da paralisia decisória em questões-chave, o abandono das reformas econômicas, os gastos aprovados, e as medidas que o governo têm adotado para fazer a vontade dos grupos de interesse e assim vencer uma a uma as denúncias que pesam contra ele.

Os avanços econômicos que o governo Temer conseguiu estão sendo desmanchados pela crise política que ele mesmo criou. O governo está parado enquanto o presidente se defende. Nos discursos dos seus partidários na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados um dos argumentos mais repetidos é que a economia melhorou e que, por isso, o presidente deve ser mantido. O problema com esse raciocínio é que a melhora da economia não pode ser biombo para que não se investigue as acusações contra o presidente nas delações tanto de Joesley Batista quanto de Lúcio Funaro.

No esforço de se manter no cargo, Temer fortalece a coalizão dos investigados da Lava-Jato, como se viu esta semana na manutenção do mandato do senador Aécio Neves. Os que o defenderam usaram o argumento institucional, quando na verdade tentavam proteger a si mesmos, como os senadores Romero Jucá, Jader Barbalho, Renan Calheiros. Na articulação principal estava o governo Temer, que quer em troca o apoio de todos os tucanos. Na primeira denúncia teve apenas metade da bancada."

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