Miruna, filha de Genoino: ‘A grande mídia parecia sentir prazer em nos sufocar’

Filha vai lançar, em março, o livro "Felicidade Fechada", em que transmite a visão dos familiares do petista sobre a condenação e a prisão de José Genoino, ex-deputado e ex-presidente do PT; em 2015, o STF extinguiu sua pena; confira a entrevista à jornalista Cynara Menezes

Filha vai lançar, em março, o livro "Felicidade Fechada", em que transmite a visão dos familiares do petista sobre a condenação e a prisão de José Genoino, ex-deputado e ex-presidente do PT; em 2015, o STF extinguiu sua pena; confira a entrevista à jornalista Cynara Menezes
Filha vai lançar, em março, o livro "Felicidade Fechada", em que transmite a visão dos familiares do petista sobre a condenação e a prisão de José Genoino, ex-deputado e ex-presidente do PT; em 2015, o STF extinguiu sua pena; confira a entrevista à jornalista Cynara Menezes (Foto: Gisele Federicce)

Por Cynara Menezes, do blog Socialista Morena

Entre 1981, o ano em que Miruna nasceu, e 2005, ano em que estourou o escândalo do mensalão, o cearense José Genoino Guimarães Neto foi um político de esquerda respeitado por todo mundo, até mesmo pelos adversários. A partir de 1982, quando foi eleito deputado federal pelo PT pela primeira vez, Genoino se tornaria um dos mais brilhantes e habilidosos parlamentares que o Congresso já conheceu. Para Miruna, era ainda o herói a quem escutava, embevecida, contar que, quando menino, percorria a pé 14 quilômetros por dia, sob o sol inclemente do sertão de Quixeramobim, para poder estudar.

Depois do mensalão, tudo mudou. Genoino, um político reconhecidamente honesto que jamais acumulara bens além da casa simples em que vive até hoje, em São Paulo, seria tratado como um pária, um ladrão, um corrupto. E sua família, assediada e perseguida por uma imprensa feroz e sádica em sua sanha antipetista. Antigos bajuladores de Genoino na imprensa viraram-lhe as costas e se calaram, cúmplices do linchamento. Nenhum dos repórteres que cobriam a Câmara no auge do petista como parlamentar foi capaz de se solidarizar, de defendê-lo da injustiça de uma condenação a seis anos e 11 meses de prisão apenas por ter assinado, como presidente do PT, um empréstimo quitado e declarado à Justiça eleitoral.

"Antes de magoar minha família como um todo, esta atitude da imprensa magoou demais meu pai, porque ele não esperava este tratamento unilateral, sem espaço para a verdade, com tanta manipulação", diz Miruna. "Ele rememorava toda a luta na ditadura por uma imprensa livre, dedicou-se totalmente a atender esta imprensa, mas, quando precisou, foi achincalhado. Para nós, da família, a grande mídia foi responsável por grandes traumas em nosso dia a dia. Não respeitaram meus filhos, na época com 5 e 6 anos de idade, não respeitaram nossa privacidade, riam de nós, pareciam sentir prazer em nos sufocar. Muito triste ter vivido isso."

Confira a íntegra aqui.

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