Morre Otavio Frias Filho, diretor de redação do jornal Folha de S. Paulo

O diretor de redação do jornal Folha de S. Paulo, Otavio Frias Filho, morreu nesta terça-feira no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo, vítima de um câncer originado no pâncreas; aos 61 anos, Frias havia sido diagnosticado há um ano e lutava contra a doença; ele marcou a direção do jornal na reformulação editorial realizada no período da pós redemocratização, tentando construir um conceito de pluralidade e diversidade. Em um de seus últimos artigos, Frias frisou que "o jornalismo, apesar de suas severas limitações, é uma forma legítima de conhecimento sobre o nível mais imediato da realidade"

Morre Otavio Frias Filho, diretor de redação do jornal Folha de S. Paulo
Morre Otavio Frias Filho, diretor de redação do jornal Folha de S. Paulo

247 - O diretor de redação do jornal Folha de S. Paulo, Otavio Frias Filho, morreu nesta terça-feira no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo, vítima de um câncer originado no pâncreas. Aos 61 anos, Frias havia sido diagnosticado há um ano e lutava contra a doença. Ele marcou a direção do jornal na reformulação editorial realizada no período da pós redemocratização, tentando construir um conceito de pluralidade e diversidade. Em um de seus últimos artigos, Frias frisou que "o jornalismo, apesar de suas severas limitações, é uma forma legítima de conhecimento sobre o nível mais imediato da realidade".

O jornal Folha de S. Paulo noticia a morte de Otavio Frias Filho, destacando sua atuação como publisher: "sob a direção de Otavio, a Folha se tornou o maior e mais influente jornal do Brasil, líder em circulação e em audiência, posições que veio mantendo desde então. O veículo consolidou-se como uma referência no jornalismo apartidário, pluralista, crítico e independente."

A reportagem também sublinha alguns momentos da vida de Otavio Frias Filho: "antes mesmo de assumir o principal cargo do jornal, o que aconteceria em maio de 1984, Otavio participou de momentos cruciais no processo que desaguaria no Projeto Editorial da Folha."

E lembra a atuação do jornalista no momento que precedeu a campanha das Diretas Já: "essa vocação para a abertura viria a se cristalizar na campanha pelas Diretas Já, em 1983, da qual o jornal foi protagonista na imprensa brasileira. Em artigo do último dia 17 de junho para a mesma coluna da Ilustríssima, reafirmou seu otimismo em relação à democracia no Brasil."

As origens do jornalista também foram lembradas: "nascido em São Paulo em 7 de junho de 1957, primogênito do casal Octavio e Dagmar Frias de Oliveira (1925-2008), Otavio Frias Filho bacharelou-se em direito na USP, onde também cursou pós-graduação em ciências sociais. Lançou os livros de ensaio “De Ponta Cabeça” (2000), “Queda Livre” (2003) e “Seleção Natural” (2009), entre outros."

E sua atuação como escritor, igualmente destacada: "como dramaturgo, teve peças encenadas em São Paulo, entre elas “Típico Romântico”, “Rancor” e “Don Juan”. Uma versão teatral de “Queda Livre”, texto em que narra sua experiência como ator, esteve em cartaz no Teatro Oficina até maio, com a atriz Bete Coelho." Otavio deixa pronto um livro infantil, “A Vida é Sonho e Outras Histórias para Pensar”, e uma coletânea de artigos publicados nos últimos anos. Trabalhava num livro sobre seu pai e também biográfico, que não chegou a completar.

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