O potencial dos grupos conservadores nas redes sociais foi subestimado

Desde 2011, grupos fundamentalistas vem se articulando nas redes sociais – e fora delas – em campanhas que giram em torno de pautas como a criminalização da homofobia, o casamento gay, a corrupção, direitos humanos e a segurança pública. Para pesquisadores, esse lógica de perseguição a minorias é que definiu o resultado eleitoral de 2018

O potencial dos grupos conservadores nas redes sociais foi subestimado
O potencial dos grupos conservadores nas redes sociais foi subestimado

247Desde 2011, grupos fundamentalistas vem se articulando nas redes sociais – e fora delas – em campanhas que giram em torno de pautas como a criminalização da homofobia, o casamento gay, a corrupção, direitos humanos e a segurança pública. Para pesquisadores, esse lógica de perseguição a minorias é que definiu o resultado eleitoral de 2018.

O portal Vermelho destaca que "uma rede de grupos de pesquisadores vem acompanhando a ação e o modo de articulação desses grupos há alguns anos. Para esses pesquisadores, o que se viu na campanha eleitoral de 2018 no Brasil seguiu a lógica do que vinha sendo construído. "De certo modo, muita gente subestimou o potencial desses grupos fundamentalistas. Várias das pautas que apareceram na campanha, como o kit gay e a Lei Rouanet, estão circulando há vários anos. A Lei Rouanet foi definida nestes grupos como uma legislação que pega dinheiro de programas sociais e dá para artistas, quando é possível provar factualmente que isso é mentira. Mas não houve nenhum grande esforço de convencimento para mostrar que isso era mentira", diz João Guilherme Bastos dos Santos, pesquisador da Universidade Estadual do Rio de Janeiro."

O site relata: "João Guilherme dos Santos é doutorando em Comunicação na UERJ, sob a orientação da professora Alessandra Aldé, que é realizadora, juntamente com Vicente Ferraz, do documentário "Arquitetos do Poder". Além disso, ele coordena um grupo de pesquisa chamado Tecnologias da Comunicação e Política, vinculado ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital, que reúne grupos de pesquisa de todo o Brasil. O grupo de pesquisa do qual João Guilherme faz parte estuda campanhas eleitorais e a articulação de grupos conservadores há vários anos. Em entrevista ao Sul21, ele fala como o que ficou escancarado agora na campanha de 2018 já vinha se constituindo há um bom tempo, sem que merecesse a devida atenção."

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