Para Folha, Serra quebra tradição do Itamaraty

Em editorial, jornal diz que "são evidentes os sinais de cálculo eleitoral nessa diplomacia inflexível" de José Serra, "em tudo distante da condescendência característica dos governos antecessores"; "Nesse intuito, o chanceler ameaça os bem-vindos, embora tardios, esforços do Itamaraty para facilitar o diálogo entre governo e oposição na Venezuela. Mais relevante, põe em risco a longa tradição da política externa brasileira, discreta, conciliadora e não intervencionista", critica o texto

Em editorial, jornal diz que "são evidentes os sinais de cálculo eleitoral nessa diplomacia inflexível" de José Serra, "em tudo distante da condescendência característica dos governos antecessores"; "Nesse intuito, o chanceler ameaça os bem-vindos, embora tardios, esforços do Itamaraty para facilitar o diálogo entre governo e oposição na Venezuela. Mais relevante, põe em risco a longa tradição da política externa brasileira, discreta, conciliadora e não intervencionista", critica o texto
Em editorial, jornal diz que "são evidentes os sinais de cálculo eleitoral nessa diplomacia inflexível" de José Serra, "em tudo distante da condescendência característica dos governos antecessores"; "Nesse intuito, o chanceler ameaça os bem-vindos, embora tardios, esforços do Itamaraty para facilitar o diálogo entre governo e oposição na Venezuela. Mais relevante, põe em risco a longa tradição da política externa brasileira, discreta, conciliadora e não intervencionista", critica o texto (Foto: Gisele Federicce)

247 – De "indulgência quase servil praticada durante boa parte dos anos petistas, passa-se a um rigor quase hostil neste começo de governo Michel Temer (PMDB)". Assim descreve a Folha de S. Paulo a respeito da transição nos comandos do Itamaraty, depois do impeachment de Dilma Rousseff, especialmente no Mercosul (leia aqui).

"Causa estranheza que o Itamaraty tenha ido tão longe (...). Para endurecer com o governo Nicolás Maduro, iniciativa há muito necessária, era bem mais fácil recorrer ao Protocolo de Montevidéu (...). O ministro José Serra (Relações Exteriores), contudo, preferiu o motivo mais frágil para levar adiante o que parece ser sua prioridade regional: isolar a Venezuela", diz a Folha.

"São evidentes os sinais de cálculo eleitoral nessa diplomacia inflexível de Serra, em tudo distante da condescendência característica dos governos antecessores. Nesse intuito, o chanceler ameaça os bem-vindos, embora tardios, esforços do Itamaraty para facilitar o diálogo entre governo e oposição na Venezuela. Mais relevante, põe em risco a longa tradição da política externa brasileira, discreta, conciliadora e não intervencionista. Sempre se cobrou, neste espaço, que o Itamaraty fosse conduzido sem ideologia. A cobrança persiste", pede o jornal.

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