Planos para controlar polícias estaduais se encaixam na estratégia da ultradireita para 2022, diz Cristina Serra

A jornalista Cristina Serra escreve que os projetos que tramitam na Câmara dos Deputados para diminuir o poder e o controle dos governadores dos estados e do Distrito Federal sobre as polícias civis e militares se encaixam nos planos da ultradireita para 2022

Polícia Militar do Amazonas
Polícia Militar do Amazonas (Foto: Divulgação)
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247 - As mudanças nas estruturas das polícias estaduais preparam terreno para a radicalização em 2022, na opinião da jornalista Cristina Serra.

"Há uma extensa e perniciosa tradição de rebeliões nas polícias, e nisso elas não diferem da atuação das Forças Armadas no Brasil. Mais recentemente, episódios corroboram a preocupação com o extremismo cada vez maior desses contingentes. Foi o que se viu, por exemplo, em 2017, no Espírito Santo, e quase um ano atrás no motim de policiais militares no Ceará, que terminou com um senador baleado", escreve a jornalista na Folha de S.Paulo.

"As propostas abrem as portas, definitivamente, para a partidarização das forças de segurança e a formação de esquemas de poder paralelos que escapariam totalmente de qualquer forma de controle político-institucional. Se aprovadas, teriam o efeito de um anabolizante nas fileiras policiais, sob a égide escancarada do bolsonarismo. Os partidos progressistas têm que exigir do candidato à presidência da Câmara que apoiam o firme compromisso de conter a agenda da ultradireita. Esses projetos preparam o terreno para a radicalização em 2022", escreve.

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