Pochmann: imprensa brasileira está morrendo

À frente da Fundação Perseu Abramo, o economista Marcio Pochmann, da Unicamp, concedeu uma entrevista à revista Fórum, em que comentou a situação atual da imprensa brasileira; "Os jornais que temos hoje também escrevem para os seus militantes, escrevem o que eles querem ouvir, e por isso esses jornais estão com dificuldades para ampliar o seu número de leitores, é por isso que os jovens não interagem com esses jornais", afirma; segundo ele, a nova era é digital

IPEA6 - BSB - 07/11/2007 - IPEA COLETIVA - NACIONAL - O presidente do IPEA Marcio Pochman durante entrevista coleitva na sede da entidade em Brasilia.      FOTO: CELSO JUNIOR/AE
IPEA6 - BSB - 07/11/2007 - IPEA COLETIVA - NACIONAL - O presidente do IPEA Marcio Pochman durante entrevista coleitva na sede da entidade em Brasilia. FOTO: CELSO JUNIOR/AE (Foto: Leonardo Attuch)
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247 - À frente da Fundação Perseu Abramo, o economista Marcio Pochmann concedeu uma importante entrevista ao jornalista Marcelo Hailer, da revista Fórum (leia aqui a íntegra). Nela, abordou a situação da mídia impressa brasileira, que, a seu ver, está morrendo.

Eis o trecho que ele fala sobre a imprensa:

"Parece que os jornais assumiram aquilo que eles criticavam da imprensa comunista. Você tinha o Pravda, que sempre tinha uma crítica ao capitalismo, ou seja, era um jornal que escrevia para os seus militantes. Os jornais que temos hoje também escrevem para os seus militantes, escrevem o que eles querem ouvir, e por isso esses jornais estão com dificuldades para ampliar o seu número de leitores, é por isso que os jovens não interagem com esses jornais. Mas eles têm um público cativo, e para manter esse público cativo ficam alimentando uma visão que é, a meu ver, insustentável, isso não tem futuro. Estamos assistindo ao fim desse tipo de imprensa. Está em construção uma outra imprensa, uma outra cobertura, que é a coisa digital e isso também está em construção."

 

 

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