Quando era jovem, experimentei, diz Haddad sobre maconha

O ex-prefeito Fernando Haddad, vice na chapa encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu a descriminalização do usuário de maconha; segundo Haddad, esse entendimento já era o espírito da lei de 2006 que fixava o combate ao tráfico e descriminalização do uso; na opinião do ex-prefeito, a lei foi desvirtuada ao delegar à autoridade policial definir uso e tráfico; ele destaca que, em um virtual governo do PT, essa lei será revisitada; para Haddad, “encarcerar o usuário vai levar o país à explosão”

Quando era jovem, experimentei, diz Haddad sobre maconha
Quando era jovem, experimentei, diz Haddad sobre maconha (Foto: Rafael Ribeiro)

247 -  O ex-prefeito Fernando Haddad, vice na chapa encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu a descriminalização do usuário de maconha. Segundo Haddad, esse entendimento já era o espírito da lei de 2006 que fixava o combate ao tráfico e descriminalização do uso. Na opinião do ex-prefeito, a lei foi desvirtuada ao delegar à autoridade policial definir uso e tráfico. Ele destaca que, em um virtual governo do PT, essa lei será revisitada. Para Haddad, “encarcerar o usuário vai levar o país à explosão”.

Haddad falou: "a descriminalização está dada. O problema é a interpretação da Lei”. Ele participou do evento “O Brasil visto de Baixo”, série de sabatinas com presidenciáveis organizado pela Casa do Baixo Augusta e pela Catraca Livre. A entrevista foi transmitida pelas redes sociais.

"Como Lula está preso, Haddad foi convidado a apresentar as propostas da candidatura. Insistentemente questionado se já havia fumado maconha, Haddad respondeu: “Quando era jovem, experimentei”. Sobre legalização do aborto, Haddad lembrou que o STF (Supremo Tribunal Federal) vai se pronunciar a respeito até o fim do ano e disse que a corte tem prerrogativa para defender as minorias.

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Na sabatina, Haddad propôs chamar à responsabilidade federal o combate ao crime organizado reforçando o contingente da Polícia Federal. Segundo ele, só 8% dos homicídios resultam em condenação no Brasil.Ao falar de população carcerária, o petista afirmou que a política de segurança pública só olha para estatísticas de presos, enquanto os criminosos de alta periculosidade estão soltos. “Em vez de preservar vidas, estamos encarcerando homens e mulheres negras”, disse ele ao responder especificamente sobre a situação de mulheres negras."

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