Rocha de Barros sobre governo Bolsonaro: 'gente que não passa em psicotécnico'

O sociólogo Celso Rocha de Barros faz uma 'demolição' do governo Bolsonaro com cifras apimentadas de ironia e deboche, em texto antológico; ele diz: "depender de Bolsonaro para participar da vida política nacional é uma tristeza. Alguém acha que os generais gostam de participar de reuniões com os filhos do presidente, os discípulos de Olavo de Carvalho, o Onyx? Duvido"; e prossegue: "E as últimas semanas mostram que há vantagens em participar de um governo de gente que não passa em psicotécnico. Afinal, as chances de parecer moderado são excelentes"

Rocha de Barros sobre governo Bolsonaro: 'gente que não passa em psicotécnico'
Rocha de Barros sobre governo Bolsonaro: 'gente que não passa em psicotécnico' (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
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247- O sociólogo Celso Rocha de Barros faz uma 'demolição' do governo Bolsonaro com cifras apimentadas de ironia e deboche, em texto antológico. Ele diz: "depender de Bolsonaro para participar da vida política nacional é uma tristeza. Alguém acha que os generais gostam de participar de reuniões com os filhos do presidente, os discípulos de Olavo de Carvalho, o Onyx? Duvido". E prossegue: "E as últimas semanas mostram que há vantagens em participar de um governo de gente que não passa em psicotécnico. Afinal, as chances de parecer moderado são excelentes."

Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, Rocha de Barros relembra o estopim de seu raciocínio: "algumas semanas atrás, os sites chapa-branca deram um escândalo porque um dos "Manuais do Candidato" para o concurso do Itamaraty tinha uma passagem desabonadora sobre Bolsonaro. O texto, do historiador João Daniel Lima de Almeida (grande fera, aliás), lamentava que a participação dos militares na discussão sobre o desenvolvimento brasileiro tivesse se tornado tão apagada que o único representante da categoria no debate nacional fosse Bolsonaro, um homofóbico convicto. Antes que os bolsonaristas comecem a chorar de novo, esclareço: no ano em que o texto foi escrito (2013), Bolsonaro declarou que se orgulhava de ser homofóbico (está no YouTube). A afirmação de Almeida é factualmente correta."

E acrescenta: "mas o importante não é isso, o importante é o seguinte: todos os oficiais das Forças Armadas sabem que Almeida tem razão. Depender de Bolsonaro para participar da vida política nacional é uma tristeza. Alguém acha que os generais gostam de participar de reuniões com os filhos do presidente, os discípulos de Olavo de Carvalho, o Onyx? Duvido. Mas pensaram os generais: se a vida lhe dá um amigo do Queiroz, faça uma laranjada."

 

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