Rubens Barbosa critica política externa do Brasil

Presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesp e ex-embaixador do Brasil afirma que resultados da política externa, nos últimos anos, não correspondem à importância que o Brasil tem na região e no mundo; "Os retrocessos ocorreram nas áreas em que as políticas tradicionais foram influenciadas por tendências ideológicas e partidárias", diz ele

Presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesp e ex-embaixador do Brasil afirma que resultados da política externa, nos últimos anos, não correspondem à importância que o Brasil tem na região e no mundo; "Os retrocessos ocorreram nas áreas em que as políticas tradicionais foram influenciadas por tendências ideológicas e partidárias", diz ele
Presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesp e ex-embaixador do Brasil afirma que resultados da política externa, nos últimos anos, não correspondem à importância que o Brasil tem na região e no mundo; "Os retrocessos ocorreram nas áreas em que as políticas tradicionais foram influenciadas por tendências ideológicas e partidárias", diz ele (Foto: Gisele Federicce)

247 – Ex-embaixador do Brasil, Rubens Barbosa critica o que chama de política externa influenciada por "tendências ideológicas e partidárias" do governo brasileiro. Em artigo no jornal O Estado de S. Paulo, ele reconhece que houve "avanços e alguns êxitos", mas que os resultados, nos últimos anos, "não correspondem à importância que o Brasil tem na região e no mundo".

"Os retrocessos ocorreram nas áreas em que as políticas tradicionais foram influenciadas por tendências ideológicas e partidárias - caso de Mercosul, integração regional, relações comerciais com a África e o Oriente Médio, estratégia de negociações comerciais, sumiço do Brasil no cenário internacional e perda de credibilidade do Itamaraty, tanto interna quanto externamente", exemplifica.

Citando o financiamento ao porto de Mariel, em Cuba, o perdão da dívida africana e apoio à ditadura no continente, o pagamento de adicionais ao governo boliviano pela compra do gás natural, o tratamento dado ao país no caso do asilo do senador Roger Molina e o polêmico envolvimento na guerra entre Israel e Palestina, entre outros casos, Barbosa conclui: "o Brasil sumiu do cenário e o Itamaraty está à deriva. Busca-se uma política externa pragmática e de resultados".

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