Safatle faz um prognóstico sombrio e realista: país caminha para tutela total das Forças Armadas

O filósofo Vladimir Safatle já alerta há algum tempo sobre o derretimento generalizado do tecido democrático brasileiro, mas, hoje, faz sua leitura mais dramática e plena de embasamento factual e empírico: o país caminha para uma espécie de ditadura camuflada, ou seja, a tutela total e irrestrita das Forças Armadas, uma vez que não há governo estabelecido

Safatle faz um prognóstico sombrio e realista: país caminha para tutela total das Forças Armadas
Safatle faz um prognóstico sombrio e realista: país caminha para tutela total das Forças Armadas

247 – O filósofo Vladimir Safatle já alerta há algum tempo sobre o derretimento generalizado do tecido democrático brasileiro, mas, hoje, faz sua leitura mais dramática e plena de embasamento factual e empírico: o país caminha para uma espécie de ditadura camuflada, ou seja, a tutela total e irrestrita das Forças Armadas, uma vez que não há governo estabelecido.

Cada dia que passa, fica mais evidente qual é o verdadeiro jogo que está em curso no campo político brasileiro. Ele passa, atualmente, pela nova configuração do lugar das Forças Armadas na vida brasileira. Ou seja, o jogo consiste a terminar o período de pactos e de democracia aparente da Nova República por meio da transferência do poder político real para as Forças Armadas.

Mais importante do que as eleições presidenciais, o verdadeiro deslocamento do poder já terá ocorrido e ele não passa pelos clássicos atores políticos. Hoje, inexiste agenda importante de governo que não passe pelas Forças Armadas. Greve de caminhoneiros, decomposição do governo carioca, fragilização do governo por casos de corrupção. Em todos esses casos, as Forças Armadas são convocadas ou ouvidas. Em um governo que aparelhou todo o corpo gerencial do Estado, os únicos grupos intocados foram as armas e o corpo diplomático.

Leia a coluna completa do filósofo aqui.

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