Sakamoto: Temer armou bom-relógio na Saúde, maior problema do País para os pobres

"O governo segue mantendo centenas de bilhões de reais em desonerações tributárias e crédito subsidiado para o setor empresarial em 2017. O que vai fluir para o bolso de seus acionistas. E faz dívida com o Sistema Único de Saúde", diz o jornalista Leonardo Sakamoto

"O governo segue mantendo centenas de bilhões de reais em desonerações tributárias e crédito subsidiado para o setor empresarial em 2017. O que vai fluir para o bolso de seus acionistas. E faz dívida com o Sistema Único de Saúde", diz o jornalista Leonardo Sakamoto
"O governo segue mantendo centenas de bilhões de reais em desonerações tributárias e crédito subsidiado para o setor empresarial em 2017. O que vai fluir para o bolso de seus acionistas. E faz dívida com o Sistema Único de Saúde", diz o jornalista Leonardo Sakamoto (Foto: Leonardo Lucena)

247- "A dívida que o governo federal tem com o Sistema Único de Saúde (SUS) disparou nos últimos anos, atingindo R$ 20,9 bilhões até o final do ano passado. O valor refere-se a despesas que não são honradas", reforça o jornalista Leonardo Sakamoto. "De acordo com a reportagem de Wanderley Preite Sobrinho, publicada no UOL, nesta quarta (23), a dívida que representava R$ 1 bilhão, entre 2003 e 2011, e cresceu R$ 5,5 bilhões, entre 2012 e 2016, saltou R$ 14,3 bilhões apenas no ano passado", acrescenta.

De acordo com o jornalista, uma "bomba-relógio"está "armada para explodir muito em breve". "O governo Michel Temer aprovou a proposta de emenda constitucional 55/2016 (antiga PEC 241/2016) que limitou o crescimento nos gastos públicos pelos próximos 20 anos. A chamada PEC do Teto dos Gastos afeta principalmente o aumento de investimentos em duas das principais áreas na Esplanada dos Ministérios: a Saúde e a Educação", recorda.

Sakamoto afirma que "o governo segue mantendo centenas de bilhões de reais em desonerações tributárias e crédito subsidiado para o setor empresarial em 2017. O que vai fluir para o bolso de seus acionistas. E faz dívida com o Sistema Único de Saúde". "Ninguém nega que o déficit público precisa ser equacionado e que soluções amargas devem ser propostas e discutidas. E que todos devem sua contribuição, pobres e ricos. Mas Michel Temer e o seu candidato à Presidência da República, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, defenderam medidas que estão mudando a qualidade de vida dos mais pobres, evitando aplicar remédios amargos entre os mais ricos. Remédio que vai ajudar a piorar a Saúde, que – antes disso – já estava na UTI".

Leia a íntegra no Blog do Sakamoto

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