Tentam dar um golpe de Estado judicial no Brasil, diz Ramonet

Jornalista espanhol e editor do periódico Le Monde Dilomatique, Ignacio Ramonet, destacou a onda de crescimento da direita no mundo e as tentativas de desestabilização em países progressistas; "Estamos observando o Brasil, onde se tenta dar um golpe de Estado judicial contra o governo de Dilma Rousseff, e também na Venezuela, onde a maioria opositora da Assembleia Nacional quer impor leis que, na verdade, não estão previstas pela Constituição", afirmou

Jornalista espanhol e editor do periódico Le Monde Dilomatique, Ignacio Ramonet, destacou a onda de crescimento da direita no mundo e as tentativas de desestabilização em países progressistas; "Estamos observando o Brasil, onde se tenta dar um golpe de Estado judicial contra o governo de Dilma Rousseff, e também na Venezuela, onde a maioria opositora da Assembleia Nacional quer impor leis que, na verdade, não estão previstas pela Constituição", afirmou
Jornalista espanhol e editor do periódico Le Monde Dilomatique, Ignacio Ramonet, destacou a onda de crescimento da direita no mundo e as tentativas de desestabilização em países progressistas; "Estamos observando o Brasil, onde se tenta dar um golpe de Estado judicial contra o governo de Dilma Rousseff, e também na Venezuela, onde a maioria opositora da Assembleia Nacional quer impor leis que, na verdade, não estão previstas pela Constituição", afirmou (Foto: Aquiles Lins)
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Do Portal Vermelho - O jornalista espanhol Ignacio Ramonet falou à Prensa Latina sobre a onda de crescimento da direita no mundo e as tentativas de desestabilização em países progressistas. Citou em especial os casos do Brasil e da Venezuela. "Estamos observando o Brasil, onde se tenta dar um golpe de Estado judicial contra o governo de Dilma Rousseff, e também na Venezuela, onde a maioria opositora da Assembleia Nacional quer impor leis que, na verdade, não estão previstas pela Constituição", afirmou Ramonet.

Para o jornalista que é editor da versão em espanhol do periódico Le Monde Dilomatique, a Venezuela é o primeiro caso de golpe de Estado Midiático que temos conhecimento e este modelo pode ser reproduzido em outros países.

Ele refere-se ao dia 11 de abril de 2002, quando houve uma tentativa de golpe contra o então presidente Hugo Chávez elaborada pela grande imprensa do país. Na ocasião, a população se articulou por meio de veículos alternativos de comunicação e disseminou a informação correta, de modo a mobilizar a massa em defesa do chefe de Estado. O golpe não foi bem sucedido.

Ramonet acredita que por este fato tão marcante da história recente venezuelana é que o país dedica-se à debater e refletir sobre como os meios de comunicação hegemônicos podem manipular a população. Para ele, "não basta ter muitos veículos para ser eficaz na tarefa de difundir ideias, já que quando um sistema é repetitivo demais pode produzir um resultado contrário ao que busca, ou seja, rejeição por parte da audiência".

E para exemplificar citou o caso da Argentina, onde Néstor Kirhcner alcançou a presidência em 2003 mesmo com a campanha contrária da imprensa dominante liderada pelo Grupo Clarín. No período dos Kirchner, os meios públicos de comunicação foram fortalecidos, e redes comunitárias foram criadas, mas ainda assim, a direita venceu as últimas eleições presidenciais.

Para o analista a razão da vitória de Mauricio Macri está, provavelmente, na elaboração da mensagem. "Nos acomodamos com a ideia de que temos muitos veículos e que vamos conseguir algo com eles. Mas essa não é a fórmula, é preciso emitir um discurso bem elaborado".

O jornalista alertou para o fato de a direita está tentando, nestes últimos meses, aproveitar a crise econômica mundial para regressar com métodos diferentes. Segundo ele, a ultradireita, em todo o mundo, vem aproveitando a crise econômica global para reinstalar velhos procedimentos, a fim de atacar a institucionalidade das nações.

Ele agregou que "eles (os representantes da nova direita) tentam criar debates que já não são tão frontais como os de 11 de abril de 2002, mas que buscam o mesmo objetivo: frear a experiência progressista na América Latina, porque ela joga contra os grandes interesses das oligarquias".

O autor do livro Fidel Castro, biografia a duas vozes, citou o líder da Revolução Cubana, quem, em sua opinião, sempre teve clara a importância de trabalhar corretamente as mensagens dirigidas às massas.

"Há alguns anos, em Havana, num encontro que eu acompanhei, Fidel fez um alerta sobre o tema a um grupo de intelectuais: 'é importante fazer com que as pessoas conheçam a nossa verdade´, e essa reflexão deve ser retomada na atualidade com muita força. Porém, os meios de comunicação são somente uma parte desse esforço, a diferença está nos conteúdos", concluiu.

(Com informações da Carta Maior)

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