Tereza Cruvinel: Bolsonaro foi populista no Maracanã, mas tiro saiu pela culatra

Jornalista lembra que "presidentes já foram a estádios em disputas decisivas no futebol, representando o Estado, especialmente em disputas internacionais", mas que "nunca desceram ao gramado, e muito menos se esforçaram para pegar na taça, em clara tentativa de faturar politicamente o feito dos jogadores"

Bolsonaro no Maracanã
Bolsonaro no Maracanã (Foto: Clauber Cleber Caetano/PR)

247 - A jornalista Tereza Cruvinel avalia que o presidente Jair Bolsonaro deu "mais um demonstração do caráter populista autocrático que seu governo vai tomando, sobrepondo-se aos demais poderes e instituições do sistema democrático, construindo uma relação direta com a população, a partir da figura presidencial", ao ir ao Maracanã na final da Copa América na noite deste domingo 7.

"Presidentes já foram a estádios em disputas decisivas no futebol, representando o Estado, especialmente em disputas internacionais. Nunca, entretanto, desceram ao gramado, e muito menos se esforçaram para pegar na taça, em clara tentativa de faturar politicamente o feito dos jogadores, como fez Bolsonaro esta noite no Maracanã, na final da Copa América conquistada pela seleção brasileira", compara a colunista.

Para ela, "o tiro saiu pela culatra, desta vez", uma vez que Bolsonaro, apesar de ter colhido aplausos, também ouviu vaias, "que aparentemente predominaram sobre as manifestações de simpatia e apoio". 

"Daqui para a frente, as fichas continuarão caindo, exceto, é claro, para o bolsão radical de extrema-direita que o apoia incondicionalmente. As pesquisas, daqui para a frente, vão traduzir a inflexão verificada no Maracanã", conclui Tereza.

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