Tijolaço: a frustração da classe média empurra Bolsonaro

"Engana-se quem achar que a situação caótica que está se desenhando vá provocar 'arrependimento' da classe média que vibrava com situações idênticas – embora até menos graves – no governo Dilma Rousseff", diz Fernando Brito, do Tijolaço

Brasília - Deputado Jair Bolsonaro discursa durante sessão para eleição do presidente da Câmara dos Deputados e demais membros da mesa diretora (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília - Deputado Jair Bolsonaro discursa durante sessão para eleição do presidente da Câmara dos Deputados e demais membros da mesa diretora (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

Por Fernando Brito, do Tijolaço - Engana-se quem achar que a situação caótica que está se desenhando vá provocar “arrependimento” da classe média que vibrava com situações idênticas – embora até menos graves – no governo Dilma Rousseff.

Não mesmo.

Não, porque em sua cabeça só ressoa a palavra “ordem, ordem, ordem…”

Assim, com eco, mesmo.

Do resto, o mercado cuida.

Vê-se como, até no preço da batata frita no óleo diesel.

Preço corre para cima e, raramente, move-se em câmara lenta, quando muito.

Agora anuncia-se que o Senado vai “cortar o corte” do PIS/Cofins do preço dos combustíveis, por acordo com o Governo.

O que empurra para sabe-se lá quando o fim dos bloqueios de estrada, porque – já mesmo antes – o movimento dos caminhoneiros exigia solução impressa no Diário Oficial.

As coisas “estão uma bagunça”, dirão o José Coxinha e a D. Maria Panela, pregados na televisão que não sai do “caos”, embora quem espere o ônibus por hora e meia seja a sua empregada.

Tudo está assim “porque estão roubando”, embora isso seja uma verdade, mas não quem eles sempre pensam que esteja: o governo e os políticos, apenas.

Bancos, fundos de investimentos e o rentismo em geral assobiam, como que distraídos, na base do “não é comigo”.

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