Torquato assume com a missão de controlar PF e adiar julgamento, diz Mello Franco

"Ao nomear Torquato Jardim,  Michel Temer faz uma aposta agressiva para se manter no poder. O novo ministro da Justiça assume com duas missões claras: controlar a Polícia Federal e adiar o julgamento do chefe no TSE", avalia o colunista Bernardo Mello Franco

Mello Franco
Mello Franco (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Em sua coluna nesta terça-feira, o jornalista Bernardo Mello Franco explicita as motivações para Michel Temer nomear Torquato Jardim para o comando do ministério da Justiça.

"Ao nomear Torquato Jardim, Michel Temer faz uma aposta agressiva para se manter no poder. O novo ministro da Justiça assume com duas missões claras: controlar a Polícia Federal e adiar o julgamento do chefe no TSE"

Em três meses no cargo, Osmar Serraglio não conseguiu domar os homens de preto. Pelo contrário: foi desmoralizado ao estrelar um grampo da Operação Carne Fraca. No áudio, chamava de "grande chefe" um fiscal acusado de corrupção.

(...)

Antes de tomar posse, Torquato já mostrou a que veio. Disse que consultará Temer antes de decidir se mantém o diretor da PF. Em português claro: ele perguntará ao investigado se deve trocar o chefe dos investigadores. Resta saber se os delegados aceitarão o cabresto sem reclamar.

A outra missão de Torquato é protelar ainda mais o julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE. Ele disse ao "Correio Braziliense" que seria "a coisa mais natural" um ministro da corte pedir vista do processo. Sem cerimônia, sugeriu para a tarefa o novato Admar Gonzaga. Com isso, o presidente ganharia tempo para usar a caneta e tentar se segurar no Planalto."

Ao vivo na TV 247 Youtube 247