Vanessa denuncia generosidade da mídia com Michel Temer

A senadora Vanessa Grazziotin ataca, em artigo publicado nesta terça, a "generosidade midiática" com o governo de Michel Temer; "É incrível! Mesmo em recessão, com queda do PIB e da arrecadação pública, fechamento de milhares de empresas e 13 milhões de desempregados, o discurso oficial dos governistas é de que o Brasil 'segue firme no caminho da recuperação e que já começam a despontar os sinais de melhora'. Versão, aliás, bondosa e acriticamente replicada pela maioria dos meios de comunicação, em absoluto contraste com o tratamento dispensado ao governo Dilma"

Michel Temer e Vanessa Grazziotin
Michel Temer e Vanessa Grazziotin (Foto: Giuliana Miranda)

247 - A senadora Vanessa Grazziotin ataca, em artigo publicado nesta terça, a "generosidade midiática" com o governo de Michel Temer. "É incrível! Mesmo em recessão, com queda do PIB e da arrecadação pública, fechamento de milhares de empresas e 13 milhões de desempregados, o discurso oficial dos governistas é de que o Brasil "segue firme no caminho da recuperação e que já começam a despontar os sinais de melhora". Versão, aliás, bondosa e acriticamente replicada pela maioria dos meios de comunicação, em absoluto contraste com o tratamento dispensado ao governo Dilma", diz.

"O que explica essa diferença de tratamento? É simples. A boa vontade da classe dominante em relação aos governos não está calcada na realidade dos fatos, e sim no quanto a política econômica e social daquele governo atende aos seus objetivos e expectativas.

Loteiam impunemente cargos, sem qualquer critério técnico, como revelou o ministro da Casa Civil, visando a garantir uma maioria acrítica que lhes permita aprovar a agenda neoliberal do golpe: parar a Lava Jato, entregar o patrimônio público aos estrangeiros e retirar direitos dos trabalhadores.

Sabemos, todavia, que a retomada do crescimento só será possível ampliando investimentos em infraestrutura e no social. Infelizmente, a atual política fiscal está na contramão dessa perspectiva, sobretudo quanto à política de inclusão e combate às desigualdades sociais e regionais.

A opção político-econômica adotada pelo governo agravará ainda mais a situação. Congelar gastos públicos no social e em infraestrutura, fazer reformas (Previdência e trabalhista) que suprimem direitos dos assalariados e dos mais humildes, flexibilizar políticas de conteúdo nacional e tentar vender terras na Amazônia a estrangeiros são uma agressão aberta ao povo e a nossa soberania.

Melhorou para quem? Certamente não foi para a maioria da nossa gente."

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