'WhatsApp é invasivo e Facebook, um abutre de dados', afirma professora de Oxford

Carissa Véliz é especialista em privacidade e proteção de dados e autora do livro "Privacy is Power" ("A privacidade é um poder")

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Facebook (Foto: Fran Monks)
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247 - Professora de Oxford e especialista em privacidade e proteção de dados, Carissa Véliz disse em entrevista à BBC que a política de dados do WhatsApp é “invasiva” e que o Facebook, que controla o aplicativo de mensagens assim como o Instagram, é um "abutre dos dados".

Véliz é autora do livro "Privacy is Power" ("A privacidade é um poder") e destacou na entrevista que “o Facebook comprou o WhatsApp em 2014 e, na época, prometeu que as duas empresas não compartilhariam dados”. Essa política de compartilhamento, porém, deve ser iniciada em fevereiro deste ano.

“Em 2016, porém, houve uma mudança na postura e o Facebook decidiu que os usuários poderiam decidir se compartilhariam as informações entre as plataformas ou não. Agora, decidiram que não haverá mais oportunidade para rejeitar o compartilhamento de dados: se não aceitar a condição, não poderá mais usar o WhatsApp”, disse. 

“Por isso acredito que o público reagiu”, comentou sobre a onda de pessoas que estão saindo do WhatsApp e indo para outras plataformas de mensagens como Telegram e Signal.

Perguntada sobre quanto o WhatsApp e o Facebook podem saber sobre um usuário, ela afirmou que “tudo depende do quanto a pessoa usa o aplicativo e quantas informações fornece sobre si”. 

“Porém, é possível inferir respostas a todos os tipos de questões. Por exemplo, quem são os seus amigos, quem são os seus familiares ou quem é o seu parceiro”, continuou.

“A partir dos dados é possível inferir aspectos como a orientação sexual, tendências políticas, o quão bem a pessoa dorme, se é alguém que levanta no meio da noite para ver as suas mensagens, a sua saúde e os seus interesses. Até mesmo seus vícios ou se você tem alguma doença”.

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