Alegando "interesse nacional", Trump prorroga bloqueio contra Cuba por mais um ano

Presidente dos EUA, Donald Trump, justificou a prorrogação do bloqueio comercial contra Cuba alegando que o assunto é de "interesse nacional dos EUA"

Presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na Convenção Nacional Republicana 24/08/2020
Presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na Convenção Nacional Republicana 24/08/2020 (Foto: Jessica Koscielniak/Pool via REUTERS)
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Sputnik - Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a decisão de estender por mais um ano o bloqueio ao país latino-americano atende aos interesses de Washington.

"Declaro que a continuação do exercício dessas autoridades com respeito a Cuba por um ano é do interesse nacional dos EUA", diz o comunicado divulgado na quarta-feira (9) pela Casa Branca.

Dessa forma, Trump decidiu estender as atuais restrições comerciais contra Cuba até 14 de setembro de 2021.

Em agosto deste ano, os EUA proibiram os voos fretados privados para Cuba, com exceções limitadas, como quando se trata de viagens para fins médicos. Em janeiro, o Departamento de Transportes dos EUA já havia suspendido todos os voos fretados públicos entre os Estados Unidos e Cuba, exceto os que se destinavam ao Aeroporto Internacional José Martí, em Havana, capital da ilha.

Ida e vindas na relação

Os EUA romperam relações diplomáticas com Cuba em 1961 em resposta à nacionalização de propriedades norte-americanas na ilha e mais tarde anunciaram a imposição de um embargo comercial e econômico contra o país.

Desde 1992, Cuba apresenta anualmente à Assembleia Geral da ONU um projeto de resolução sobre a necessidade de levantar o embargo, e a maioria dos membros da organização invariavelmente vota a favor do documento.

As relações entre os dois países foram intensificadas em 2014, quando o então presidente Barack Obama iniciou um processo de normalização diplomática com Havana, que teve como marco a reabertura recíproca de embaixadas em 2015 e a visita do presidente dos EUA a Cuba.

Trump, todavia, decidiu acabar com essa política promovida por Obama e adotou diversas medidas para restringir o intercâmbio diplomático, turístico, comercial e cultural com a ilha.

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