Ao instalar Congresso Nacional, presidente colombiano pede que parlamentares cuidem da paz

Em seu último pronunciamento no Congresso Nacional colombiano, ao instalar a nova legislatura, o presidente da República João Manuel Santos, que em 7 de agosto próximo entrega o governo ao seu sucessor, Ivan Duque, pediu aos parlamentares para cuidar da paz

Ao instalar Congresso Nacional, presidente colombiano pede que parlamentares cuidem da paz
Ao instalar Congresso Nacional, presidente colombiano pede que parlamentares cuidem da paz (Foto: REUTERS/Jaime Saldarriaga)

247, com Prensa Latina - Ao instalar o novo Congresso da República, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pediu na sexta-feira (20) aos parlamentares e ao novo governo que continuem implementando o Acordo de Paz.

A Colômbia merece viver em paz. Se persistir a pretensão de mudar pontos substanciais do Acordo, corre-se o risco de comprometer a governabilidade, advertiu o mandatário em fim de mandato na sessão do Congresso Nacional.

Cuidem da paz que está nascendo! Cuidem e defendem a paz, lutem por ela, porque é o bem mais precioso que uma nação pode ter, disse em sua última intervenção no Congresso como chefe de Estado.

Santos comentou que a paz é um processo em construção que depende de todos os colombianos porque 'é a paz do povo'.

'Hoje exorto o Congresso e o novo governo a continuarem com a devida implementação do acordo', enfatizou o presidente cessante.

Santos recordou que foi o Congresso que referendou por esmagadora maioria o acordo de paz e que a Corte Constitucional subscreveu a validade do que foi acordado.

'É a palavra plasmada em um acordo que foi conhecido, confirmado e celebrado como nenhum outro pela comunidade internacional, que está pendente, muito pendente, de seu cumprimento', ressaltou.

Santos celebrou também o fato de ver membros da Farc (Força Alternativa Revolucionária do Comum), outrora guerrilheiros, ocupando suas cadeiras no novo Congresso, fruto do acordo negociado em Havana.

Acerca do diálogo de paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN), disse que sua administração está fazendo as últimas tentativas para poder entregar ao próximo governo um cessar-fogo verificável e um acordo marco sobre os demais temas da agenda.

'Se não conseguirmos assiná-los antes de 7 de agosto (data da tomada de posse do novo governo), os trabalhos nesse sentido estarão bem adiantados, expressou.

 

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